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		<title>Novo Endereço!</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 17:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A partir de hoje, este blog poderá ser acompanhado em novo endereço: omochileiro.wordpress.com O conteúdo permanecerá aqui por tempo indefinido, ao menos até todos se acostumarem a procurar por ele no novo local. Grande abraço, Raulzito. Filed under: Uncategorized<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=349&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de hoje, este blog poderá ser acompanhado em novo endereço: <a href="http://omochileiro.wordpress.com/" target="_blank">omochileiro.wordpress.com</a></p>
<p>O conteúdo permanecerá aqui por tempo indefinido, ao menos até todos se acostumarem a procurar por ele no novo local.</p>
<p>Grande abraço,</p>
<p>Raulzito.</p>
<br />Filed under: <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coolraulzito.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coolraulzito.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coolraulzito.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coolraulzito.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coolraulzito.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coolraulzito.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coolraulzito.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coolraulzito.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coolraulzito.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coolraulzito.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coolraulzito.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coolraulzito.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coolraulzito.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coolraulzito.wordpress.com/349/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=349&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Titicaca</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 17:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mochila]]></category>
		<category><![CDATA[Peru]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue belíssimo texto da coluna Outro Olhar sobre aquela imensidão azul que me dava tanta saudade da minha terra quando estava lá&#8230; e que hoje me dá tanta saudade de lá quanto estou aqui. Curiosamente, me deparei com esses escritos exatos quatro anos após a viagem. Espero que apreciem tanto quanto eu! &#8212;&#8212;- Titicaca, uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=330&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Segue belíssimo texto da coluna <a href="http://www.viapolitica.com.br/outro_olhar_ed_212.php" target="_blank">Outro Olhar</a> sobre aquela imensidão azul que me dava tanta saudade da minha terra quando estava lá&#8230; e que hoje me dá tanta saudade de lá quanto estou aqui. Curiosamente, me deparei com esses escritos exatos quatro anos após a viagem. Espero que apreciem tanto quanto eu!</div>
<div>&#8212;&#8212;-</div>
<div><span style="color:#000080;">Titicaca, uma viagem</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#000080;">O shamã (“paq’o”) levantava até os olhos as pequenas folhas de coca, murmurando e invocando em quéchua os pedidos de proteção, e colocava as três folhas oferecidas no pequeno monte aos seus pés, em meio a sebo e lã de ovelha, milho, flores. A cerimônia já durava duas horas, sempre regada a goles de álcool puro e chicha, na invocação dos “apus” (espíritos das montanhas), de Pachamama (a deusa, a mãe terra), entremeando cada chamado com o sinal da cruz. Um sincretismo ligado à pura sobrevivência, na tentativa de manter o credo antigo e não ofender o Deus dos invasores espanhóis.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Então, abrindo um pequeno espaço no círculo de oferendas e apanhando um punhado de folhas de coca do monte ofertado, o shamã passou a deixar que as folhas caíssem de sua mão, como uma chuva verde que ia se depositando, formando posições, desenhos observados com atenção e murmúrios. E os presságios vieram. Respostas cifradas às perguntas que atormentam. Presente, futuro, felicidade, vida. Ao lado, um dos últimos dos grandes tecelões do Titicaca interpretava as palavras desconexas, que borbulhavam da boca aberta, rasgada, do rosto febril do curandeiro em transe.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Lá fora, a noite de lua lançava sua luz sobre o lago de pequenas ondas, que transmitiam um movimento de calma, equilíbrio, e se perdiam ao sul, onde os nevados da distante Bolívia mostravam seus cumes brancos. Na pequena casa de adobe construída em mutirão pelos amigos do tecelão, portas e janelas fechadas, apenas as pequenas velas de sebo de ovelha resplandeciam e faziam as sombras se moverem a cada movimento do shamã. Silêncio. Às escondidas. Como no passado. Fugindo da nova fé imposta, renovando as noites imemoriais de um povo, mantendo viva sua ligação com os deuses e povos antigos, já retornados à mãe terra.</span></div>
<div><span id="more-330"></span><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Ao final, tudo foi queimado na madrugada, e lançado à terra no primeiro e fecundante raio de um sol inca, sem deixar rastro, vestígio, prova. Apenas em nós, para sempre.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">De manhã, na mesa, nos entreolhamos em silêncio. Cumplicidade. E comemos nossas batatas (são tantas), milho (vários) e o chá de munha. Saímos para o dia claro, sem nuvens, abraçamos nosso amigo, um abraço de humanidade e agradecimento, envergamos as mochilas e seguimos o passo, para o barco, para Puno, a civilização, a vida na qual fomos criados. Tão diferente.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Horizonte azul, branco e ocre</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">O Titicaca dispensa informações geográficas, já muito conhecidas. Mas, quem o vê, se impressiona com o tamanho, a profundidade, a paisagem, o vento. É muito bonito, transmite paz e algo antigo, muito antigo, em cujas margens inúmeras civilizações, línguas, secas, guerras (a última, com a dos terroristas do Sendero Luminoso, que, dizem, causou 50 mil mortes), deixaram marcas, ruínas, e uma forma de enfrentar a vida com estoicismo, profundidade, amor. É o que se sente ao deixar o olhar abarcar o horizonte azul, branco e ocre, no topo da ilha de Taquille, numa visão apenas cortada pelas construções de pedra superpostas por invasores (Pucara, Tiahuanaco, Incas e espanhóis) no centro cerimonial que, até hoje, revela as marcas, antigas e atuais, de pequenas oferendas a Pachamama, desafiadoras da religião católica presente e forte na ilha.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">A subida é estafante e o topo se situa a 4200 metros, onde se chega pelas onipresentes escadarias de pedra, desafios dos Andes aos nossos pulmões da beira-mar. Mas, na porta de “doble ramba”, sinal de lugar sagrado, quando se encontra o marco lítico com os dois rostos desgastados pelo tempo e pelos esforços dos jesuítas em extirpar as idolatrias, algo nos amedronta, e nos toma, e nos vemos, como há milhares de anos, olhando a mesma paisagem e sentindo as mesmas sensações dos antigos andinos.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Taquille tem cerca de 5 por 2 quilômetros. É rocha vulcânica que emerge do lago, um contraste do ocre com o azul da água, do céu. Desde cerca de 6 mil anos, a presença humana é registrada e, conta-se, os terraços escavados para agricultura foram preenchidos com terra trazida das penínsulas de Conchico e Capachica, que se aproximam ao norte da ilha e formam a grande baía onde se localiza Puno, o totoral e as aldeias flutuantes do povo Uros. O isolamento formou uma comunidade auto-suficiente com costumes próprios e uma forte ligação com a terra.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Cada família possui uma área agricultável em cada uma das seis partes (“suyos”) em que foi dividida a ilha, pela sabedoria dos lavradores na preservação do solo. Assim, a cada ano, um ou dois dos espaços é lavrado, descansando os outros. E a plantação, com um calendário bem estabelecido, é feita segundo os ritos antigos, onde o principal e primeiro e longo labor é a interpretação dos sinais da natureza (onde o pássaro faz o ninho, a forma como certas árvores estão em junho/julho, o frio, o vento que se sentiu na estação invernal etc.) que determinarão quando, onde e o que plantar.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">No passado, o excedente era levado ao continente. Hoje, a produção da ilha – trigo, batatas, milho, cevada, quinoa, oca, favas – apenas dá para o consumo interno, em constante elevação pelo crescimento populacional e a consequente divisão do solo pela herança. “La tierra se achica” diz Alejandro Flores Huatta, de uma das mais antigas famílias da ilha.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Por isso, a transmissão por herança, para não fragmentar a terra, privilegia aquele que será o responsável pela sobrevivência dos pais já incapazes de se manter. É o “chanaku”, o filho que deve continuar a obra na terra e a quem competirá a maior parte da área dos pais. A história da ilha é rica em exemplos de sobrevivência e adaptação do povo aos conquistadores antigos e novos, e do enorme amor a sua terra que foi provado no século passado. Vamos à história.</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Pela posse da terra</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Os últimos invasores espanhóis chegaram à ilha com Pedro Gonzáles de Táquila, vindo de terras andaluzes, e que havia adquirido a ilha da coroa espanhola em 1580. De sua ocupação decorreu uma curiosa transformação na roupa usada pelos ilhéus, que hoje vestem um traje que se assemelha ao ibérico (calças e colete negro, camisa branca, sandálias, faixa na cintura, gorro comprido e bordado). E a faixa da cintura, tecida com cabelos humanos e fios coloridos, é o que protege a corpo no transporte de enormes cargas pelos difíceis caminhos da ilha, onde não existem animais para tal serviço.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Durante 400 anos a ilha foi propriedade de fidalgos “criollos” e moradores de Puno (“mistis”) que exploravam o solo, em sistemas de feudo e de parceria com os antigos habitantes. Então, após a Independência do Peru, em 1930, começa a grande cruzada pela recuperação da terra, relatada por Jorge Gimenez, professor formado em Paris e um dos líderes na defesa e atendimento das populações do Titicaca.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Conta “el professor Jorge” que, funcionando na ilha um presídio, um de seus apenados, Luiz M. Sanchez, se tornou amigo de um dos líderes campesinos da ilha, Prudencio Huatta e, em uma das reviravoltas políticas que marcaram a história peruana, se tornou seu presidente. Prudencio, então, empreende uma longa viagem até Lima, onde chega após muitos meses e provações, e tenta ser recebido pelo amigo. Conta a história que o ilhéu esfarrapado, na tentativa de ser recebido, foi cercado pelos guardas do palácio em um tumulto que atraiu à janela o presidente. Reconhecendo o amigo, os dois passaram uma noite longa em que a vontade do lavrador, que imaginava poder seu amigo determinar a entrega da ilha aos seus antigos donos, se chocava com a do político, que defendia a lei e a propriedade dos então donos e os limites do poder presidencial.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">O certo é que, pela manhã, Prudencio Huatta saiu de Lima com a decisão de que a terra deveria ser vendida, e que apenas os habitantes de Taquille poderiam adquiri-la. Em 1932, morre Luiz Sanchez, mas o processo já estava em curso e, em 1937, se realiza a primeira compra, escriturada em 1942. Daí em diante, até 1967, quando se completa a reocupação de toda a ilha, transcorre uma luta diária de cada um dos ilhéus para conseguir comprar os espaços que já ocupavam, com os pais, filhos e netos saindo de Taquille para trabalhar no continente e, a cada ano, juntar o conseguido e comprar, às vezes, uns poucos metros quadrados.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Hoje, Taquille é inteiramente dos descendentes daqueles que, em 1532, assistiram à chegada do último conquistador. Um exemplo de amor, dedicação, sacrifício pela terra que nunca deixou de ser deles. E que defendem e preservam, e com ela vivem em singular, afetivo e emocionante equilíbrio, algo ditado e ensinado por gerações de andinos acostumados a tirar do duro solo a comida, a paz.</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Tecendo a unidade familiar</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Fala o mestre Alejandro Huatta: “La tierra para nosotros es lo más importante. Dependemos de la tierra para todo y tenemos una relación de amor y respecto por ella. Por eso vemos los signales que ella nos manda y hacemos las cosas de acuerdo con esto”.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">E como preservar a vida e o equilíbrio futuros na ilha, senão influenciando na formação dos novos núcleos familiares? Afinal, a comunidade, para se manter, precisa ter certeza de que aqueles jovens que se atraíram serão úteis à vida de todos, alcançando o equilíbrio necessário e fecundo de um casal, com filhos e respeito às tradições. Então, por centenas de anos, o processo para que dois jovens pudessem se amar e formar “una pareja” foi se aperfeiçoando.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Hoje, em franca crise pelos novos aportes culturais que influenciam os jovens, mais um exemplo de como uma comunidade pode se proteger. É o “sirvinakuy”. Inicia-se pela declaração de interesse do varão pela menina. A seguir, o jovem tece um pano que é apresentado à família da pretendida para exame acurado da capacidade do jovem em trabalhar em uma das mais importantes atividades da ilha, o nível técnico, a objetivação no fazer, a dedicação, tudo traduzido no trabalho tão importante.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Não é preciso dizer que é comum ver pequenos homenzinhos, crianças ainda, tecendo furiosamente pelas vielas de pedra, sonhando com uma futura companheira&#8230; Aliás, no barco de retorno a Puno, demos carona para um menino de 10 anos que, isolado num canto da embarcação, teceu, durante todo o tempo (quase cinco horas) da navegação, um pequeno e bonito gorro. Frente ao espanto e certo preconceito dos civilizados presentes, tive que informar porque ali estava um verdadeiro e promissor projeto de “homem”.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Aprovado o trabalho, os jovens são autorizados a conviver, e constroem uma pequena habitação (algo como 3 ou 4 metros quadrados) e ali iniciam um longo e difícil período de adaptação, convivência, em que provam sua capacidade de dividir espaço (tão exíguo), ego, temperamento, opinião. Cumprido o prazo, não menor que um ano, os dois desmontam a casinha, a noiva volta para os pais para formar o enxoval, e o jovem vai trabalhar no continente durante alguns anos para juntar o dinheiro necessário para iniciar a vida comum. Então, ele volta. E uma grande festa de três dias acontece, com bebidas, comidas, danças e a doação de um pequeno terreno onde a casinha é refeita, já com outro espaço. E a vida se inicia, e à comunidade resta boa certeza que um casal que passou por todas as provas anteriores tem uma enorme chance de dar certo e solidificar e continuar a vida taquillena. E, a qualquer momento, a experiência pode ser interrompida por qualquer um dos dois, retornando à vida solteira. Pois o mais importante para os dois e para a comunidade é que não haja dúvida sobre o acerto da união.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Está tudo ali. A prova de que os dois podem trabalhar e sobreviver, dividir espaço, enfrentar solidão e afastamento, conhecer-se a fundo, inclusive sexualmente, antes de se decidirem como casal. Um tempo precioso e importante que nós perdemos quase sempre na vida sôfrega, aparente e rápida das cidades.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Sob pressão</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">A ilha, como toda a região do Titicaca, sofre as enormes e transformadoras influências de uma cultura globalizada que ali aportam com os turistas (o primeiro chegou em 1971), as organizações estrangeiras que fazem trabalhos comunitários, as igrejas diversas, a Internet, a bebida, os alimentos industrializados que, vendidos em pequenas bodegas, causam a seus donos o afastamento da terra, e o choque das gerações antigas e novas na observância dos costumes e tradições que sustentaram a comunidade por milênios.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Conforme reconhece Alejandro Huatta, “todo está cambiando, y tengo preocupación con las nuevas generaciones. Los jóvenes quieren todo más rápido. Y el turismo debe ser controlado para que se mantenga nuestra vida, nuestras costumbres y cultura. Todavía, para tanto, es necesario, también, que se obtengan informaciones, educación, nuevas profesiones para los jóvenes, mismo para proteger a nosotros, pues hacemos parte del mundo”.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">E o mundo à volta do Titicaca está a exercer toda a pressão da civilização sobre o frágil e, por tantos séculos, equilibrado ecossistema. Meneleo Guispe, guia de 45 anos, nascido na Península de Capachica, relata que a transformação é visível e acelerada nos últimos 10 anos, com grandes projetos na selva, mineração, a hidroelétrica de Puerto Maldonado e a prospecção de petróleo a impor ao lago uma crescente poluição e mudança nos costumes, no trabalho e no clima, este agravado pelo aquecimento global e perda das geleiras que renovam a água e possibilitam a manutenção das plantações e a sobrevivência dos habitantes do altiplano. “Vamos a sufrir y pelear por el agua” diz Meneleo.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Alejandro Huatta, 58 anos, tem rosto, profundidade e jeito de andino. O sorriso afável que se abre na boca rasgada, quando percebe que o outro busca algo comum a todos da espécie. A simpatia no oferecimento da folha de coca que inicia cada conversa com os ilhéus. A face curtida do ar seco e sol e frio fortes, as mãos calejadas do trabalho nos terraços. Mãos, todavia, que agem com afetiva delicadeza ao tecer os maravilhosos panos em teares manuais (são mais de 400 artesãos na ilha), com fios (finíssimos) de ovelha, alpaca, lhama, que são cardados, fiados e tingidos com técnicas ancestrais e naturais. Tudo de uma impactante beleza, com padrões próprios em longas faixas multicoloridas, e de impressionante dificuldade para serem tecidas, que contam o dia a dia, os sonhos, as relações com a terra e com os deuses antigos, os pássaros, os animais, a natureza, os costumes, a história.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Por sua arte, viajou para vários países (Estados Unidos, Polônia, Inglaterra, França, Canadá, Dinamarca) e tem trabalhos em muitos museus que preservam a arte têxtil. “Tejemos nuestra vida y nuestras relaciones con todo lo que somos y que creemos. Conto mi historia y de mi pueblo en los tejidos, y es un orgullo saber tejer. Para poder vestir, trabajar y ganar con su venta. Por tejer yo he conocido el mundo y el me ha reconocido y a la arte de mi pueblo. Tenemos un nombre ahora, y el mundo sabe que existimos. Ahora, tenemos que proteger lo que sabemos, y los jóvenes van a mantener nuestra arte y vida”.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Ao ver os ilhéus com suas vestimentas e signos tão diversos – pois cada desenho/tecido corresponde a um status, uma fase da vida de cada homem e mulher, um aviso de comportamento ou estado próprio – e a maneira simples, e ao mesmo tempo orgulhosa, como se apresentam a nós que os visitamos, a percepção é de algo unitário, profundo, afetivo, existencialmente fecundo e equilibrado, em paz, e que vai durar mais do que muito do que inventamos na urbe para sobreviver às nossas contradições. Que lá, na ilha que corta o horizonte de água do lago, na popa do barco de retorno, não existem.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Voltaremos. Talvez como sobreviventes do caos futuro. Com as lágrimas que fazem tremer os olhos quando a ilha submerge no lago. E na procura da vida na última terra nossa, aquela que há muito deixamos.</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">31/7/2010</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><span style="color:#000080;">Fonte: ViaPolítica/O autor</span></div>
<div><span style="color:#000080;"><br />
</span></div>
<div id="_mcePaste"><em><span style="color:#000080;">Kim Rio Apa é advogado em Florianópolis. Viajante apaixonado, com a companheira Carla, há anos percorre os caminhos andinos e patagônicos em busca de seus segredos. Exímio velejador, é também profundo conhecedor do litoral brasileiro. Junto com o pai, W. Rio Apa, e o irmão Thor, foi um dos organizadores do grupo que promoveu o teatro sacro popular na ilha de Florianópolis, reunindo milhares de pessoas em torno das encenações da agonia de Cristo.</span></em></div>
<p><span style="color:#000080;">* No </span><a href="http://www.viapolitica.com.br/outro_olhar_ed_212.php" target="_blank"><span style="color:#000080;">original</span></a><span style="color:#000080;">, disponível aqui, a reportagem trás fotos e formatação mais rica. Vai </span><a href="http://www.viapolitica.com.br/outro_olhar_ed_212.php" target="_blank"><span style="color:#000080;">lá</span></a><span style="color:#000080;">!</span></p>
<br />Filed under: <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a>, <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/mochila/'>Mochila</a>, <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/peru/'>Peru</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coolraulzito.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coolraulzito.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coolraulzito.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coolraulzito.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coolraulzito.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coolraulzito.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coolraulzito.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coolraulzito.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coolraulzito.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coolraulzito.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coolraulzito.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coolraulzito.wordpress.com/330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coolraulzito.wordpress.com/330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coolraulzito.wordpress.com/330/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=330&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nove de Julho</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 15:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Nove de julho, ok. Taí um feriado cheio de significado para quem gosta de história, mas que não passa de uma boa desculpa para fugir para a praia por parte da maioria dos paulistanos. Vou aproveitar a data e escrever alguma coisa sobre um dos monumentos mais interessantes e emblemáticos que temos em São Paulo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=340&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nove de julho, ok. Taí um feriado cheio de significado para quem gosta de história, mas que não passa de uma boa desculpa para fugir para a praia por parte da maioria dos paulistanos.</p>
<p>Vou aproveitar a data e escrever alguma coisa sobre um dos monumentos mais interessantes e emblemáticos que temos em São Paulo, que depois  da construção da polêmica <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Oct%C3%A1vio_Frias_de_Oliveira" target="_blank">Ponte Estaiada</a> foi meio que deixado de lado: o<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Obelisco_de_S%C3%A3o_Paulo" target="_blank"> Obelisco do Ibirapuera</a>.</p>
<p>São Paulo relembra hoje setenta e oito anos da chamada <a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=340" target="_blank">Revolução Constitucionalista</a>, violento movimento que marcou a luta paulista na Revolução de 30, cuja derrota militar é celebrada como um triunfo cívico na materialização que significa aquela bonita construção.</p>
<p>Enquanto os desfiles cívico-militares acontecem, praticamente ninguém se lembra que os restos mortais de muitos soldados estão guardados sob o monumento. Também pudera: o estado do local é lastimável e virou até <em>outdoor</em> alguns anos atrás. Hoje está fechado para visitação por motivos jurídicos e carece de investimentos e melhorias.</p>
<p>Àqueles que se interessam por detalhes do movimento, do monumento e da batalha por sua conservação, indico <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI110738,61044-Disputa+judicial+impede+melhorias+e+visitas+ao+monumento+dos" target="_blank">artigo</a> muito bacana do periódico <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI110738,61044-Disputa+judicial+impede+melhorias+e+visitas+ao+monumento+dos" target="_blank">Migalhas</a>. O texto conta um pouco da revolução, dos soldados e do passado e futuro do monumento, que eu considero como o mais bonito de Sampa (depois do <a href="http://www.saopaulofc.net/v4/1NOVO2.asp?PLC_map_001_c=07.01" target="_blank">Morumbi</a>, claro, hehehe).</p>
<p>Quem quiser se aprofundar um pouco mais pode visitar o <a href="http://julioprestes.wordpress.com/" target="_blank">blog da família Júlio Prestes</a>, cuja figura está intimamente ligada à Revolução e seus motivos e que contém vasto material a respeito. Outro site imperdível é o <a href="http://tudoporsaopaulo1932.blogspot.com/" target="_blank">Tudo por São Paulo</a>.</p>
<p>Mais sobre Sampa City e sua história? Em <a href="http://saopaulopassado.wordpress.com/" target="_blank">São Paulo Passado </a>você encontra material suficiente para perder horas pensando no que foi e no que poderia ter sido. Já <a href="http://memoriasdofront.blogspot.com/" target="_blank">Memórias do Front</a> fala com autoridade do movimento de 1930 e <a href="http://saopauloabandonada.com.br/" target="_blank">São Paulo Abandonada</a> trata da condição atual de imóveis históricos paulistanos.</p>
<p>São belos guias para o turista que vem a São Paulo conhecer tudo com propriedade e também para o paulistano descobrir algo mais sobre a terra onde vive.</p>
<p>Grande abraço e curtam o feriado!</p>
<br />Filed under: <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a>, <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/historia/'>História</a>, <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/sao-paulo/'>São Paulo</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coolraulzito.wordpress.com/340/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coolraulzito.wordpress.com/340/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coolraulzito.wordpress.com/340/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coolraulzito.wordpress.com/340/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coolraulzito.wordpress.com/340/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coolraulzito.wordpress.com/340/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coolraulzito.wordpress.com/340/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coolraulzito.wordpress.com/340/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coolraulzito.wordpress.com/340/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coolraulzito.wordpress.com/340/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coolraulzito.wordpress.com/340/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coolraulzito.wordpress.com/340/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coolraulzito.wordpress.com/340/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coolraulzito.wordpress.com/340/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=340&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Gastronomia e viagens</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 18:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Na falta de tempo para escrever algo por aqui, compartilho com vocês um texto muito interessante sobre gastronomia e viagens. Sempre soube de estudos sobre características comuns surgidas em povos distantes geograficamente, como aquelas teorias do paleocontato de Däniken, que verificou detalhes culturais similares na arte de alguns povos isolados, mas nunca tinha imaginado tudo isso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=334&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na falta de tempo para escrever algo por aqui, compartilho com vocês um texto muito interessante sobre gastronomia e viagens.</p>
<p>Sempre soube de estudos sobre características comuns surgidas em povos distantes geograficamente, como aquelas teorias do paleocontato de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_astronautas_antigos#D.C3.A4niken" target="_blank">Däniken</a>, que verificou detalhes culturais similares na arte de alguns povos isolados, mas nunca tinha imaginado tudo isso relacionado a comida e sobrevivência.  Visitem o texto original no site <a href="http://www.umacoisaeoutra.com.br/viagem/maturidade.htm" target="_blank">Viagem a Gastronomia</a>. Ótima pedida.</p>
<p><strong>Você não come o que gosta; gosta do que come</strong></p>
<p><a href="mailto:celso.japiassu@terra.com.br">Celso Japiassu</a></p>
<p>É possível conhecer um povo pela sua história, acompanhando sua evolução e suas conquistas civilizatórias. Ou então ler a obras dos seus escritores, seus poetas, músicos, seus diferentes artistas, tomar conhecimento do trabalho dos seus cientistas, da obra dos seus politicos, compreender suas crenças e mitologia.  É interessante também analisar a cultura popular de um país dando uma olhada na programação da sua tv. Ela mostra como esse povo se diverte, se informa e como se relaciona entre si, quais os seus preconceitos e visão do mundo. É uma alternativa à história, à sociologia e à antropologia, que são as formas científicas de se conhecer um povo e a sua civilização.  Mas penso que uma maneira mais prática de se conhecer um povo é saber como este povo come. Um turista, apressado e superficial como são todos os turistas, pode ter uma boa noção sobre como são os habitantes do lugar onde se encontra pela primeira vez na vida, visitando os museus e os monumentos da cidade; mas uma feira livre lhe dirá com mais precisão o que essas pessoas plantam, criam, produzem e comem. E até mesmo como pensam. Sua vida diária está exposta nas barracas de feira junto com a matéria prima que vai abastecer sua cozinha e guarnecer sua mesa. É como se você chegasse na casa de alguém e de imediato fosse direto visitar a cozinha. É uma forma de conhecer a intimidade daquela casa, com a diferença de que, visitando uma feira ou um mercado popular, não há qualquer invasão de privacidade.  <span id="more-334"></span> O mercado é o estômago de uma cidade. Era assim como chamavam, a propósito, o antigo Les Halles de Paris, que com o crescimento urbano teve de ser transferido para o suburbio – “l&#8217;estomac de Paris”.  A feira livre de um povoado do litoral vai exibir uma diversidade de peixes, crustáceos e mariscos originários da fauna do mar que chega às suas praias, ao passo que uma cidade insular vai mostrar nas bancas de feira produtos notadamente de origem agro-pecuária: carne, grãos, derivados do leite. Numa região fertil e chuvosa, hortaliças e legumes vão predominar. Esta é a exposição daquilo que o povo gosta de comer: os produtos que vai levar para casa e preparar de acordo com as receitas milenares herdadas dos seus antepassados.  A forma de apresentar os produtos, a decoração das bancas e o arranjo da arrumação vão dizer muito do bom ou mau gosto predominante naquele povo, qual o seu senso estético e com certeza vai se ver esse mesmo gosto refletido em outras manifestações desse povo, inclusive na arquitetura da própria cidade.  A predominância de um tipo de cultivo ou produção nos revela que a gastronomia de uma determinada região não é uma escolha livre dos seus habitantes, e sim uma determinação da sua localização geográfica. A preferência de pratos, as opções gastronômicas, têm a ver com o que é produzido localmente. E a pessoa que nasce naquela região vai amar, pelo resto da sua vida, o que comeu na infância, no lugar em que nasceu, comprovando que os seus hábitos alimentares são mais uma determinação da sua origem do que sua livre escolha.  Por mais cosmopolita que alguém seja e por mais variadas que sejam suas preferências à mesa, íntimamente, emocionalmente, essa pessoa dará sempre preferência aos pratos do lugar em que nasceu e onde entrou em contato pela primeira vez com o prazer de comer.  Um gastrônomo de Portugal resumiu muito bem este fenômeno. Infelizmente não me recordo o seu nome, que assinava um artigo numa revista que li a bordo de um avião, há alguns anos. O título do artigo dizia “você não come o que gosta; gosta do que come”. Neste enunciado simples, resumia o conceito de que a terra onde nascemos vai determinar nossa preferência por comida pelo resto da nossa vida. E dava como exemplo a carne de porco alentejana, um dos pratos clássicos da cozinha portuguesa, em que se junta carne de porco e mariscos. Algo difícil de imaginar em outro lugar que não na planície alentejana, onde se dá o encontro das duas regiões que estão representadas naquele prato: o centro do país, com sua criação de suinos, e os pescados do litoral.  Os pratos típicos de um país ou de uma região obedecem a esta lei cujo fundamento é a busca desesperada do homem, desde suas origens, pelas proteínas que possam garantir sua sobrevivência.  Os povos que foram muito pobres no passado e sofreram períodos de fome refletem sua antiga pobreza quando retiram da natureza tudo o que possa se transformar em comida. A culinária mexicana possúi saborosos pratos de vermes – principalmente o gusano &#8211; e ovas de formigas que lembram os períodos de fome, quando os povos antigos revolviam a terra em busca de tudo o que pudessem transformar em comida. Gafanhotos, uma praga que destruia as colheitas, eram fritos e transformavam-se em iguarias disputadas até hoje nos restaurantes típicos da Cidade do Mexico.  Na China, comem-se espécimens que seriam impensáveis em nossa mesa ocidental. Já os povos pastoris aproveitam tudo o que um animal possúi em seu corpo &#8211; olhos, cauda, cérebro, sem esquecer as visceras, que são valorizadas em todas as gastronomias que surgiram em regiões de criação de animais. São reflexos da memoria de tempos magros, quando não se poderia recusar nada do que fosse possível comer.  Mesmo na sofisticada cozinha francesa, transformada em paradigma do bom-gosto depois que Catarina de Medicis levou para Paris seus cozinheiros florentinos, encontram-se receitas de tempos de pobreza, com o aproveitamento total dos bichos, como são as tripas e a “tête de veau”. A Revolução, que decapitou a aristocracia e deixou seus cozinheiros desempregados, transformados em donos de restaurantes, democratizou os pratos que antes eram privilégio dos nobres mas a comida popular resistiu. Porisso as receitas flambadas e folhadas da alta cozinha convivem até hoje com visceras e paneladas nos hábitos alimentares da França.  Povos distantes e separados uns dos outros podem desenvolver hábitos e receitas muito semelhantes. O <em>haggis </em>, prato nacional da Escócia, é quase idêntico à buchada do Nordeste brasileiro. São duas regiões que aparentemente nada têm em comum. Clima, raças, história, temperamento do povo, tudo é diferente, mas numa se criam carneiros e noutra bode e ambas desenvolveram o mesmo tipo de prato, aproveitando visceras – no <em>haggis </em>e na buchada – e tudo o mais que possam fornecer ovinos e caprinos, em outras criativas receitas.  Outra semelhança entre esses povos talvez seja a preferência de um pela cachaça e do outro pelo uisque, ambos destilados, águas ardentes que trazem outra lembrança, a de que o homem também faz uso dos frutos que possúi em sua volta e que possam ser destilados ou fermentados para, assim, experimentar a euforia que a bebida alcóolica proporciona.  É no entorno do homem, na fauna e flora do seu meio ambiente, que nascem os pratos que vão garantir a sua vida e expressar a sua cultura. O primeiro impulso, o da sobrevivência, o de comer para não morrer, com a chegada de dias melhores vai aos poucos sendo substituido pelo hábito da convivência, pelo ato festivo do encontro em torno da fogueira e posteriormente em torno da mesa, onde nascem as relações sociais e se fortalecem as comunidades.  O homem come o que o meio ambiente produz. Plantas e animais. Quanto mais um povo evolúi culturalmente, mais a sua gastronomia reflete essa evolução, aprimora-se e os pratos passam a exigir maior quantidade de trabalho para serem elaborados. Não mais o ato de devorar a caça com sofreguidão. Os sabores se diversificam dentro do mesmo universo de matérias primas retiradas da natureza.  O que define uma obra-prima da gastronomia de um “fast food” é a quantidade de trabalho envolvido no seu preparo e não, como se possa pensar, a rapidez no ato de comer.</p>
<br />Filed under: <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/cultura/'>Cultura</a>, <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/gastronomia/'>Gastronomia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coolraulzito.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coolraulzito.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coolraulzito.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coolraulzito.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coolraulzito.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coolraulzito.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coolraulzito.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coolraulzito.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coolraulzito.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coolraulzito.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coolraulzito.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coolraulzito.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coolraulzito.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coolraulzito.wordpress.com/334/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=334&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tá, tá, já sei.</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 21:22:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Põe água no feijão que eu tô chegando. rs Filed under: Uncategorized<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=323&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Põe água no feijão que eu tô chegando. rs</p>
<br />Filed under: <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coolraulzito.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coolraulzito.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coolraulzito.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coolraulzito.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coolraulzito.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coolraulzito.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coolraulzito.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coolraulzito.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coolraulzito.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coolraulzito.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coolraulzito.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coolraulzito.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coolraulzito.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coolraulzito.wordpress.com/323/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=323&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>I´ll be back</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 08:21:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Galera, estou meio atarefado, mas volto logo com boas novidades. Além de algumas trips e lugares bacanas, preciso colocar as fotos de tudo isso aí que tá publicado. Haja trampo, viu? Aguardem! Filed under: Uncategorized<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=321&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Galera, estou meio atarefado, mas volto logo com boas novidades. Além de algumas trips e lugares bacanas, preciso colocar as fotos de tudo isso aí que tá publicado. Haja trampo, viu? Aguardem!</p>
<br />Filed under: <a href='http://coolraulzito.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coolraulzito.wordpress.com/321/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coolraulzito.wordpress.com/321/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coolraulzito.wordpress.com/321/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coolraulzito.wordpress.com/321/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coolraulzito.wordpress.com/321/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coolraulzito.wordpress.com/321/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coolraulzito.wordpress.com/321/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coolraulzito.wordpress.com/321/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coolraulzito.wordpress.com/321/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coolraulzito.wordpress.com/321/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coolraulzito.wordpress.com/321/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coolraulzito.wordpress.com/321/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coolraulzito.wordpress.com/321/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coolraulzito.wordpress.com/321/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=321&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mochila nas costas: São Paulo a Foz do Iguaçú de ônibus</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 19:20:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[De carro, de ônibus ou  à pé, todas as viagens têm seu lado fascinante. De carro, o ponto forte é a liberdade de ir e vir a qualquer hora, ficar quanto tempo quiser e ir embora assim que enjoar, mas a preocupação é constante com a procura de locais seguros para deixar o veículo e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=304&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De carro, de ônibus ou  à pé, todas as viagens têm seu lado fascinante. De carro, o ponto forte é a liberdade de ir e vir a qualquer hora, ficar quanto tempo quiser e ir embora assim que enjoar, mas a preocupação é constante com a procura de locais seguros para deixar o veículo e todos os cuidados que implicam uma viagem longa (combustível, óleo, manutenção etc.). Viajando de ônibus essa preocupação acaba e o viajante fica só, com a mochila nas costas, decidindo se pega uma condução ou se vai à pé. Como em 2009 viajei muito por aí de carro, optei por fazer um pouco mais de exercício dessa vez e fazer uma megatrip de ônibus. Os detalhes vocês conhecerão a seguir.</p>
<p>Inicialmente, a idéia era aproveitar as férias para conhecer direito o litoral catarinense, mas a exemplo da viagem ao sul do ano passado, o tempo não ajudou e tive que adiar esse destino mais uma vez. No início de março desse ano, as única regiões brasileiras com sol eram o oeste do Paraná e o nordeste. Como deixei para decidir na última hora e não haviam passagens para o nordeste, optei pela alternativa mais próxima: Foz do Iguaçú! Acabo de votar e afirmo categoricamente: experiência inesquecível. Confirmei muitas informações colhidas na internet pelos colegas forumeiros e agora aproveito para deixar minha contribuição com todas informações atualizadas. Espero que aproveitem bem.</p>
<p>Foz do Iguaçu, com toda a sua diversidade de atrativos, representa um dos mais belos destinos turísticos do mundo e hoje é a segunda cidade  mais visitada do Brasil, perdendo apenas para o Rio de Janeiro. Possui riquezas naturais incomparáveis, como o Parque Nacional do Iguaçu, tombado como Patrimônio Natural da Humanidade e onde estão localizadas as maravilhosas Cataratas do Iguaçu. Seus parques são administrados com esmero e servem de modelo em todo o país, a usina hidrelétrica de Itaipú, maior hidroelétrica do mundo em produção, é modelo de gestão compartilhada entre países no mundo inteiro e consegue a façanha de ser tão interessante quanto os atrativos naturais da região. A região ainda tem inúmeras opções de diversão, como trilhas interpretativas, rafting, rapel, escalada em rocha, arvorismo, passeios de barco em meio às quedas, sobrevôo das Cataratas de helicóptero, o lindo Parque das Aves, o Marco das Três Fronteiras, o encontro dos rios Iguaçu e Paraná e por aí vai. Nem acredito que demorei tanto tempo para conhecê-la!</p>
<p>Primeiro, um resumo rápido da viagem. Depois, todas as informações &#8220;técnicas&#8221; e dicas.</p>
<p><span id="more-304"></span></p>
<p>DIA 1 &#8211; TERÇA</p>
<p>Peguei o busão da empresa Pluma às 16:00h no Terminal Rodoviário da Barra Funda.<br />
Tempo estimado de viagem: 16 horas. Tempo real: 15 horas e meia.</p>
<p>DIA 2 &#8211; QUARTA</p>
<p>Após incessantes paradas para embarque e desembarque de passageiros, o ônibus apontou na rodoviária de Foz do Iguaçú às 08:30 da manhã. Na rodoviária olhamos mapas, tomamos um café preto rápido e pedimos orientação no Centro de Informações Turísticas da Prefeitura. Pegamos um ônibus ao centro e chegamos ao hotel por volta das 09:00h da manhã. Bem recebidos, nos instalamos, tomamos um café da manhã reforçado e seguimos para as Cataratas brasileiras. Chegamos do rolê por volta das 18:30 horas. Banho, cochilo e janta no restaurante em frente. Cama às 22:30h.</p>
<p>DIA 3 &#8211; QUINTA</p>
<p>Saímos do hotel, de café tomado, por volta das 10:00 horas. Muito tarde para o passeio que queríamos fazer: cataratas argentinas + centro de Puerto Iguazú. Mesmo assim, insistimos e corremos para o ônibus. Pegamos o primeiro até a fronteira, lá carimbamos passaportes e resolvemos cambiar a grana, o que nos fez perder o ônibus (detalhes abaixo). Tomamos outro até a rodoviária argentina e de lá mais um até as cataratas, onde chegamos por volta das 11:00 horas. Visitamos praticamente o parque todo (menos a Isla de San Martin, que estava fechada por conta do grande volume de água do rio). Chegamos de volta à rodoviária argentina por volta das 18:00 horas e andamos por mais uma hora pelo centro de Puerto Iguazú. Compras feitas, fizemos o caminho de volta ao hotel em Foz, pegando um ônibus até a fronteira, carimbando passaporte e voltando ao ônibus rapidamente (agora sim!) e depois hotel. Tudo feito, chegamos por volta das 19:00 horas. Banho e jantar, cama às 22:00 horas.</p>
<p>DIA 4 &#8211; SEXTA</p>
<p>Saímos por volta de 09:30 horas com destino a Ciudad del Este onde passamos o dia todo. Não há necessidade de carimbar passaporte, nem descer do ônibus, então perde-se bem menos tempo. Chegamos cedo ao hotel, por volta das 17 horas. Exaustos, a noite rendeu só um rolezinho pela região, jantar e cama.</p>
<p>DIA 5 &#8211; SÁBADO</p>
<p>Dia de acordar tarde, saímos do hotel depois das 10:30 horas. Pela manhã andamos pelo centro (Av. JK, Av. Brasil) para fazer compras e conhecer a vida local. Almoçamos por volta do meio-dia e pegamos o ônibus para a Usina de Itaipú às 13:00 horas. Chegamos por volta das 13:50h na usina e completamos o tour às 16:15 horas. De volta ao centro, quarenta minutos depois, foi o tomar banho, andar um pouco no centro, comprar a passagem de volta do dia seguinte e jantar.</p>
<p>DIA 6 &#8211; DOMINGO</p>
<p>Compras pela manhã, barzinho à tarde e ônibus às 18:45 horas. Com atraso de meia hora, ainda chegamos uma hora antes do previsto: às 09:00 h da segunda-feira (hoje), chegamos a rodoviária do Tietê. Fim da trip.</p>
<p>Agora, o mais importante:</p>
<p>1. Transporte</p>
<p>De São Paulo a Foz do Iguaçú, a oferta de vôos não é tão grande, provavelmente por conta do aeroporto modesto (li num jornal local que estão lutando para ampliá-lo). Isso diminui a chance de obter passagens a preços promocionais interessantes, então depois de uma busca exaustiva nos sites das empresas aéreas, optei por ir de ônibus mesmo. São basicamente duas opções: <a href="http://www.expressokaiowa.com.br" target="_blank">Expresso Kaiowá</a> e <a href="http://www.pluma.com.br" target="_blank">Pluma</a>. As duas, atualmente, saem do Terminal Tietê e a Pluma também tem opção do terminal Barra Funda. Por motivos pessoais, optei pelo terminal Barra Funda e pela empresa Pluma. Saí numa terça-feira às 16:00 horas, o que me proporcionou preço promocional: R$136,62 pela passagem só de ida. Achei muito caro, pois o ônibus era muito velho e sujo, as paradas foram muitas e os o local escolhido para jantar (uma parada de meia hora) foi péssimo. Na volta, optei pela Pluma novamente porque o guichê da Kaiowa na rodoviária de Foz estava sem sistema. Dessa vez paguei o preço &#8220;cheio&#8221;, de R$151 mangos. O ônibus da volta era melhor, mais novo e limpo, porém com ar condicionado sem regulagem, o que fez com que todos congelassem durante a noite. Sofremos com o grande número de sacoleiros no horário (domingo, 18:45 horas). Quem gosta de sossego, sugiro evitar a todo custo retornar nessas condições. Especialmente aqueles que não gostam de ter a mochila esmagada com a imensa quantidade de muamba trazida do PY pelo pessoal barulhento. De resto, viagem tranqüila, com bem menos paradas que na ida. Tanto na ida quanto na volta havia uma caixa térmica com água, que nas primeiras quatro horas de viagem fica gelada, nas oito seguintes fica ambiente e nas quatro últimas fica quente. Eu tentaria a Kaiowa, mas não posso recomendar porque não consegui a passagem. A Cruzero del Norte, bem recomendada em fóruns e sites relacionados, não mais opera a partir dos terminais paulistanos, infelizmente.</p>
<p>Em Foz o transporte viário é muito organizado, limpo e pontual (se comparado ao de Sampa). Chega-se de ônibus tranquilamente às cataratas argentinas, às cataratas brasileiras, a Usina Itaipú, Paraguay, Puerto Iguazú etc. A passagem municipal custa atualmente R$2,20 e a internacional (PY e PI) custa R$3,00. Esta última aceita pesos e dólares também, na ida ou na volta. Caso você se hospede em algum ponto em que a parada de ônibus não atenda a todos os locais que deseja visitar, é só pegar um ônibus para o Terminal de Transporte Urbano (conhecido por TTU) e de lá pegar o ônibus certo, gratuitamente. Todos os funcionários das linhas, inclusive as internacionais, foram muito prestativos, educados e solícitos tanto em relação a informações quanto ao jeito mochila de andar (cargueira nas costas atrapalhando todo mundo, pedidos desconexos de informações, solicitação incessante de dicas etc.).</p>
<p>2. Hotel e Alimentação</p>
<p>Como fui com a namorada, queria sossego à noite e por isso descartamos os albergues, optando por um hotel. Como fomos de ônibus, segui recomendações dos colegas do site <a href="http://www.mochileiros.com">Mochileiros</a> e escolhi o <a href="http://www.hotelrouver.com.br" target="_blank">Hotel Rouver</a>. Praticamente só tenho elogios a fazer: atendimento educado e prestativo, quartos e banheiros limpos, toalhas novas acompanhadas de sabonetinhos sem miséria, televisão à cabo, internet wi-fi e na recepção para usar a vontade (só nos horários de pico o acesso de mais de 15 minutos é cobrado), café da manhã completo (dois sucos, café, leite frio e quente, chocolate, cinco tipos de bolos, cinco tipos de frutas, ovos mexidos e salsicha no molho de tomate e cebola, balinhas à vontade, doce de leite, margarina e três tipos de pães ). Tem também <em>transfer</em> grátis para algumas atrações, absolutamente todas as informações atualizadas sobre os pontos turísticos locais (o Sidney, da recepção, é gente finíssima e manja muito), fica bem localizado, muito próximo de um ponto de ônibus onde passam TODOS os ônibus para as principais rotas (Puerto Iguazú, Cataratas, Paraguai, TTU e Usina Itaipú), em frente a um supermercado (da rede &#8220;Super Muffato&#8221;) que abre todos os dias e tem um ótimo buffet de comida à quilo,  próximo de vários barzinhos e restaurantes de tudo quanto é tipo (pizzarias, bares, mc donald´s, subway, pizza hut etc.). Tudo isso por 70 reais na suíte pequena e 80 reais na grande com sacada. Ambas tem ar condicionado, diferenciando-se a segunda por contar com mais espaço e um frigo-bar. Caso alguém tenha dificuldade para dormir, peça um quarto dos fundos porque na madruga do fim de semana sempre tem uma manezada fazendo barulho na avenida. Vai por mim que o hotel é show!</p>
<p>Para comer, recomendo o citado restaurante do Supermercado Super-Muffato, que abre para almoço e jantar, cobrando por quatorze pilas pelo quilo. A comida é muito saborosa, o local é limpo e tem ar-condicionado. Caso queria algo diferente no jantar, duas boas opções são o bar Jardim da Cerveja (ótima porção de filé na chapa com farofa, R$20 para duas pessoas) e a Oficina do Sorvete (com dezenas de opções <em>a la carte </em>e a  quilo), todas na mesma Avenida Jorge Schimmelpfeng, separados por uma ou duas quadras.<br />
3. Cataratas</p>
<p>Já que é comum a polêmica, vou dar minha opinião pessoal: o parque argentino dá um pau no brasileiro. É muito maior, oferece visão mais próxima e interessante das cataratas e oferece o passeio de barco que te leva para debaixo delas pela metade do preço, não vejo compararação. Então, se você só dispuser de tempo para ir a um dos dois, escolha o argentino. Se tiver tempo para ambos, não deixe de ver os dois, pois só assim terá uma idéia completa do que é aquela imensidão de água. E dá orgulho de ter um parque tão bacana em território brazuca. Eu já andei muito por aí e não vi nada parecido. E tanto o nosso quanto o deles são muito bem estruturados, inacreditavelmente limpos, bem sinalizados, organizados e lindos. E cobram por isso: $45 pesos no argentino e R$22 no brasileiro, sem direito a meia da carteirinha de estudante. O passeio de barco pelas cataratas dura 12 sensacionais minutos e na minha opinião é imperdível. Do lado brasileiro chama-se Macuco Safari e do lado argentino chama-se Aventura Nautica (cheque os preços atualizados em <a href="http://www.macucosafari.com.br" target="_blank">Macuco Safari</a> e <a href="http://www.iguazujungle.com" target="_blank">Iguazu Jungle</a>), mas aviso que nesse momento, o custo do passeio argentino é de quase metade do que é cobrado pela empresa brasileira). Ambas as empresas operam outros tipos de passeios, que combinam caminhões, jipes, botes, trilhas e outros atrativos, que talvez você queria conhecer. Vale a pena se informar pelos sites antes de ir para lá. Por fim, informo que tanto as lojas de souvenirs quanto as lanchonetes e restaurantes de ambos os parques são caros. Para o mochileiro menos abonado, vale levar um lanchinho e deixar para comprar no máximo a bebida por lá ou deixar para comer no Parque das Aves. Em caso de emergência, há serviços digitais por toda parte (cartões de memória, cds, computadores para transferência de arquivos etc.). Souvernirs você encontra mais barato no centro de Foz (no topo da Avenida Brasil, numa feirinha de artesanato e algumas poucas lojinhas) porém sem a mesma qualidade.</p>
<p>DICA 1: Não tente fumar dentro de nenhum dos parques e não alimente os quatis ou outros animais que avistar, caso contrário pode tomar uma senhora advertência ou ser multado. Há placas para lembrá-lo disso por todos os lados. E por falar em quatis, cuidado com eles: se você comer na frente dos bichos, eles vão dar uma disfarçadinha ridícula e avançar em você no minuto seguinte. As garotas se assustam bastante e eles podem machucar, apesar de não ser sua intenção. Cuidado para não estragar o passeio.</p>
<p>DICA 2: Para ir ao parque argentino a partir de Foz, deve-se tomar o ônibus para Puerto Iguazú. O ônibus seguirá até a fronteira e vai parar duas vezes : na primeira descem apenas os residentes de fora do MERCOSUL para carimbarem seus passaportes, na segunda descem os demais para conferência de documentos (pode levar seu passaporte ou RG &#8211; não são aceitas carteiras de motorista ou quaisquer outros documentos). O ônibus não espera os estrangeiros, mas espera alguns (poucos) minutos pelos brasileiros na saída da fila do passaporte. Portanto, apresse-se para sair do ônibus e dirija-se à fila com seu passaporte (ou RG) o mais rápido possível. Feita a conferência pelo funcionário argentino, saia do prédio e verá o ônibus te esperando, alguns metros à frente de onde te deixou. Atenção: o ônibus não espera além desse tempo, portanto, se não quiser pegar outro, nada de comprar Quilmes na lojinha de conveniência ou trocar moeda na casa de câmbio que estão ali ao lado.</p>
<p>DICA 3: Este mesmo ônibus te deixa na rodoviária de Puerto Iguazú, onde há um guichê da empresa El Pratico, que vende ingressos para os passeios da empresa Iguazú Jungle (Gran Aventura, Aventura Nautica etc.) pelo mesmo preço do parque, porém sem filas e também vende a passagem de ônibus para o parque argentino. A passagem custa $10 (pesos) por pessoa e o ônibus pode ser bom ou ruim, depende de sorte. Aceita também reais e dólares. Compre ida e volta para não se preocupar ao retornar. Na volta, já na rodoviária, caso pretenda voltar a Foz no mesmo dia, verifique o horário dos ônibus &#8211; para não perder o último &#8211; e dê uma volta pelas redondezas. Há uma sorveteria sensacional ali perto, além de casas regionais que vendem alfajores, camisas de times de futebol argentinos e outras coisas bacanas. Vale a pena andar um pouco por ali.</p>
<p>DICA 4: Não deixe, de forma alguma, de conhecer o <a href="http://www.parquedasaves.com.br">Parque das Aves</a>. Fica bem próximo a entrada do parque brasileiro, menos de cinco minutos à pé. Me diverti muito lá, quase tanto quanto nas cataratas. A quantidade das aves é impressionante e é possível entrar nos viveiros e interagir com tucanos, araras e outros tantos pássaros. Parece um pouco caro (ingresso por pessoa para brasileiro: R$ 18) mas vale cada centavo. Programe-se para chegar bem cedo às cataratas brasileiras e por volta da hora do almoço (dá pra ver tudo com calma até lá) vá para o parque das aves. Você vai seguramente passar a tarde toda lá e ainda poderá comer na lanchonete, que serve lanches excelentes a preços justos (um chesseburguer bem servido sai por menos de quatro mangos, por exemplo). Vale muito a pena!</p>
<p>4. Câmbio</p>
<p>Muita gente costuma trocar os reais por pesos na casa de câmbio Libres S/A, que fica ali na aduana argentina (fronteira BRA-ARG) que é conhecida por ter uma boa cotação, mas se você a utilizar e estiver de ônibus, vai perdê-lo e terá de esperar pelo próximo e pagar novamente por ele. Por experiência própria, recomendo trocar seus reais por pesos na Fitta DTVM (Av. Brasil, 1251, Centro de Foz do Iguaçú), que também tem boa cotação e é muito segura. Troquei meus reais por dólares ali antes de ir ao Paraguai e gostei do lugar, que inspirou confiança, está bem localizado e me passou notas novas e bem conservadas. Sobre o Paraguai, optei por cambiar reais por dólares para facilitar as compras, mas se você não tiver tempo de fazer isso, recomendo DE JEITO NENHUM que o faça em Ciudad de Leste. Há notas falsas demais circulando por lá e não vale a pena, mesmo porquê a grande maioria das lojas paraguaias aceita reais e não costuma usar uma cotação tão desfavorável assim.</p>
<p>5. Paraguai</p>
<p>Como decidi fazer a trip de última hora, não pude pensar direito no que queria trazer de lá, então aconteceu o que todos aqui alertam: fiquei perdidasso. Ciudad del Este é só lojas de tudo quanto é coisa, cercadas por camelôs, muita bagunça e gritaria. Para quem conhece Sampa City, a coisa toda é uma mistura perfeita de Brás, 25 de Março e Santa Efigênia, porém bem mais apertada e com a galera gritando de tudo, a todo momento e em todas as línguas possíveis e inimagináveis. O que me salvou foi o mapa das lojas nesse <a href="http://www.comprasparaguai.com.br/mapas.php">link</a>. Imprima e leve com você. Pelo que vi, compensa comprar perfumes, cosméticos, bebidas, relógios e tabacaria na Macedônia, , bebidas, jóias, bolsas, calçados, eletrônicos e informática na La Petisquera (principalmente informática no box do centro da loja, consulte preços antes no <a href="http://www.lapetisquera.com/">site</a> da loja), basicamente as mesmas coisas e principalmente relógios, vinhos e apetrechos para bebidas no Shopping Americana (são muitas lojas de relógios, genéricos e originais, e perfumes e bebidas a preços excelentes, especialmente na loja Americana S/A, que fica no segundo piso) e camisas de times de futebol do mundo todo e vestuário em geral na Casa China. Informática não tem pra ninguém: Shopping Lailai. Como disseram, não se assuste com a aparência externa das lojas: normalmente do lado de dentro é melhor (às vezes é pior também, rs) e tente fazer as compras com calma, sem atropelos. Se não vai comprar nada nos camelôs, ignore-os, pois um mínimo de atenção (até mesmo um &#8220;não, obrigado&#8221;) pode te condenar à danação eterna. Para comer, segui a dica de uma amiga e comi no último piso do Shopping Americana: uma Budweiser argentina e um pedaço de pizza napolitana gigante custaram cerca de 10 reais. Se não tiver tempo, esqueça Shoppings como Mega e Monalisa, que tem preços similares a boas lojas brasileiras. E reserve ao menos um dia para as compras, porque na volta o trânsito pára e você perde bastante tempo na fronteira. Ah sim, segui as dicas de amigos que foram e comprei tudo dentro da cota de 300 dólares (se você passar dela, terá que pagar 50% de imposto sobre o excedente). O ônibus FOZ &#8211; CDL não para nem na ida, nem na volta, a não ser no posto da Receita Federal, quando sobe um fiscal que pede para que todos abram suas malas e confere meio à olho o que você está trazendo. Saí às 09:45h do hotel em Foz e retornei a ele às 17:00h. Talvez se já soubesse o que queria tivesse feito tudo em menos tempo.</p>
<p>6. Usina Itaipú Binacional</p>
<p>As cataratas eu já sabia que eram fantásticas e vi que são mais lindas ainda do que imaginava. Ciudad del Este eu já sabia que era confusa e vi que era mais ainda quando cheguei lá e vi aquilo tudo. Mas o que eu menos esperava era gostar tanto da visita a usina! São diversos tipos de passeio por lá, com preços e durações variadas. Escolhi o Circuito Especial e não me arrependi. Esse rolê inclui a visita completa ao exterior e ao interior da barragem, um excelente atendimento com monitores bilíngües, exibição de um filme sobre Itaipu e meio ambiente e um ônibus bem bacana que faz os trajetos externos, com água gelada incluída e a vontade. Dura umas 2 horas e meia e tem sete etapas, que vão desde a visita panorâmica ao coração da geração de energia. Os caras deixam fotografar o tempo todo e são bem atenciosos. Confira tudo passo a passo <a href="http://www.itaipu.gov.br/?q=pt/turismo">aqui</a>. Abre todos os dias, com saídas às 8h30, 9h, 10h30, 11h, 14h, 14h30, 16h e 16h30, podendo reservar com antecedência no 0800 645-4645 ou <a href="mailto:reservas@complexoitaipu.tur.br">reservas@complexoitaipu.tur.br</a> . Eu liguei no 0800 de lá mesmo, pelo celular e fui prontamente atendido. Tudo isso, entretanto, tem um preço: R$ 37 para adultos, e R$ 18,50 adolescentes (14 a 16 anos), idosos (60 anos), estudantes com carteirinha, e brasileiros residentes em municípios próximos.</p>
<p>DICA: Os cara não deixam de jeito nenhum ir de chinelos ou sapatos de salto e até tem alguns sapatos lá para emprestar, mas são poucos e se não sobrar, você terá que esperar o próximo horário (se houver).</p>
<p>-</p>
<p>Para fechar, recomendo a leitura de um livro bem bacana que encontrei na sala de internet do hotel: Os Varões Assinalados, de Tabajara Ruas. Publicado pela L&amp;PM em 1985, o livro é a principal das obras de ficção brasileira que recria as lutas e as batalhas da Revolução Farroupilha (1835-1845), a mais longa guerra civil ocorrida no Brasil. A insurreição teve como ápice a proclamação, em 1836, da República do Piratini, dissolvida nove anos depois pelo Tratado do Poncho Verde. Segundo o site da LP&amp;M, &#8220;<em>Tabajara Ruas foi rigoroso na construção histórica desta obra, baseando sua epopéia na figura de personagens reais que se tornaram míticos, como o comandante Bento Gonçalves, o general, Giuseppe Garibaldi e os italianos Rossetti e Zambicari. Outros personagens carregados de força dramática são reconstruídos de forma literariamente admirável. Neste livro, homens rudes se misturam com generais sofisticados e atos de traição se mesclam com bravura e heroísmo&#8221;. </em>Curtiu?  Vá <a href="http://www.lpm-editores.com.br/v3/artigosnoticias/user_exibir.asp?ID=629362">atrás</a>!</p>
<p>E é isso. Fiz tudo em cinco dias, sem pressa e com gosto. E curti muito, muito mesmo. Recomendo a todos fazer essa viagem e descobrir porque o Brasil não é feito só das praias do Rio de Janeiro e do Nordeste. Os estrangeiros já descobriram isso e me arrisco a dizer que a região hoje recebe mais turistas vindos de fora que brasileiros interessados em sua beleza e receptividade. Hora de mudar isso, né? Boa viagem!</p>
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		<title>Conheça a (desconhecida) Bueno Brandão-MG</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 19:38:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>R!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Júlio Bueno Brandão foi um político mineiro, nascido em Ouro Fino em 11 de julho de 1858. Não cursou nenhuma faculdade de Direito, mas mesmo assim foi juiz de Direito de Camanducaia, juiz municipal e delegado de Ouro Fino. Segundo o historiador Antônio de Paiva Moura, trata-se do &#8220;mais bem sucedido autodidata da magistratura mineira&#8221; e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=309&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Júlio Bueno Brandão foi um político mineiro, nascido em Ouro Fino em 11 de julho de 1858. Não cursou nenhuma faculdade de Direito, mas mesmo assim foi juiz de Direito de Camanducaia, juiz municipal e delegado de Ouro Fino. Segundo o historiador Antônio de Paiva Moura, trata-se do &#8220;mais bem sucedido autodidata da magistratura mineira&#8221; e ficou conhecido por governar por duas vezes o estado de Minas Gerais durante a República Velha. Em 1838 virou nome de cidade, batizando um simpático vilarejo localizado na Serra da Mantiqueira, que conta com altitudes de até 1600m. A temperatura média anual é de 16,5°C, com máxima no verão de 32°C e mínimas de até -4°C nos invernos mais rigorosos. Leve, portanto, roupas para ambas as estações, pois a regra geral é friozinho à noite e solzão durante o dia.</div>
<div id="_mcePaste">Bueno Brandão fica no Sul de Minas, a míseros 175km da cidade de São Paulo. É inacreditável que ainda não tenha evoluído o suficiente para atrair mais visitantes decididos a enfrentar suas estradas de terra e falta de sinalização, pois seus atrativos naturais contam com várias trilhas e mais de 30 cachoeiras de água gelada e límpida! Melhor assim, já que é um dos poucos destinos próximos de São Paulo que podem ser frequentados tranquilamente aos fins de semana e feriados, sem turbas de turistas ensandecidos e barulhentos.</div>
<p>Para quem vem de Sampa City, recomendo seguir pela Fernão Dias até Bragança Paulista e de lá pegar a estrada que segue para Socorro. Em Socorro é só seguir 6Km até o trevo de Bueno Brandão. De lá são mais 14km a BB, metade de terra em boas condições. Atenção:existe  apenas uma placa indicando o caminho no trevo, apontando para o Bairro de Lavras e Bueno Brandão. O trecho de terra é absolutamente tranquilo para qualquer 4&#215;2.</p>
<p>Para lá, recomendo  ir de carro. As estradas são longas, as atrações são distantes, a sinalização é bastante precária e em vários trechos simplesmente inexiste. Os caras ainda estão engatinhando no ecoturismo e mesmo o Centro de Informações Turísticas não fornece informações confiáveis. Me deram um mapa lá em novembro de 2009 que não marcava distâncias, nem nomes de ruas ou bifurcações, ou seja, de nada servia. O melhor mesmo é escolher as atrações previamente e sair perguntando aos locais, sempre muito prestativos porém com uma noção de distância um tanto peculiar. Encha o tanque. rs</p>
<p>Por lá visitei boa parte das atrações principais. Algumas deram trabalho, outras não. Vamos lá:</p>
<p><span id="more-309"></span></p>
<p>* Cachoeira do Machado I e II: A Machado I é legalzinha, mas a II é a que vale a viagem. Essa é fácil, fica na estrada Socorro-Bueno Brandão. Saindo do centrinho de BB, siga por 10Km quando verá uma placa indicando as cachoeiras. Chegando na segunda, lá há uma portaria que cobra duas pratas pela entrada (propriedade particular) mas vale a pena: o local é limpo, organizado, fica em área verde fechada e tem 80m de queda. Há quem desça de rapel. Tem infra-estrutura com banheiros e bar.</p>
<p>* Cachoeira do Félix: Também da estrada Socorro-Bueno Brandão. Saindo do centro, mais ou menos 6km adiante há uma bifurcação à esquerda onde há uma placa indicando algumas pousadas e o caminho da cachoeira. Também cobra dois mangos para entrar, tem estrutura e poço para banho. É um pouco menor que a Machado II, mas tem bastante água (gelada!) e dá pra ficar tranquilo ali. Também tem infra-estrutura com banheiros e bar.</p>
<p>* Cachoeira do Luis: Saindo do centro, pegue a estrada para Munhoz e siga por cerca de 8 Km. Haverá algumas placas com indicações para seguir em frente até que uma indicará virar à esquerda, cuja estrada desemboca numa pequena vila. Acabando as casas (a última é um bar) vire à primeira à direita e continue seguindo as placas. A cachoeira é muito bonita, tem duas quedas com mais ou menos 50m de queda, tem a melhor infra-estrutura da região, conta com pousada, restaurante (carinho), cabos de tirolesa, instrutores de rapel e uma criação de avestruzes (divertidos os bichinhos). É de longe a atração mais estruturada da cidade e cobra cinco mangos de entrada. Logo à frente, na mesma estrada, há uma placa indicando o acesso para a Cachoeira das Avestruzes (ou Vale dos Avestruzes). É bem pequena, mas fica num local bem agradável e é boa para banho. Cobra R$2, mas não oferece qualquer estrutura.</p>
<p>* Cânion do Esmeril: procurei, procurei, procurei e&#8230; não achei. As indicações que peguei na internet e no posto de informações turísticas não funcionaram. Diziam para pegar a estrada para Munhoz, andar 1,5km, virar à esquerda no barzinho e seguir mais 10km. Teoricamente haveria a cachoeira do Mergulho e mais à frente, com distância ignorada, estaria o cânion. Perguntamos para as poucas pessoas andando por ali mas não souberam informar. Havia uma festa rolando num dos barzinhos e os presentes também não sabiam informar. Só disseram para ir até a pedreira e perguntar ali, mas não tivemos sucesso. Se alguém conseguir chegar e vale a pena, por favor informe!</p>
<p>* Pico da Torre: essa deu trabalho mas valeu a pena!! As indicações do acesso diziam para seguir as placas até o Bairro Guabiroba por cerca de 13km. Lá no bairro as indicações eram de seguir em frente e perguntar nas bifurcações. Há diversos relatos em blogs de que é difícil de achar e o que descobrimos é que é mesmo, hehehe. Mas enfim, o fato é que ao chegar ao pequeno Guabiroba, não há qualquer placa e não vimos praticamente nenhum morador para pedir informações. Os poucos que encontramos informaram que deveríamos seguir em frente, virar à esquerda, direita, seguir até a árvore tal, virar à esquerda de novo, tomar cuidado com a estrada e por aí vai. Tentamos, mas não havia mesmo qualquer placa para ajudar e a estrada era tão ruim quanto diziam, cheia de bifurcações e buracos. Na volta, seguimos o conselho de um carroceiro de não tentar esse caminho, mas seguir por um mais longo, à leste do bairro, que era mais fácil de chegar. Voltamos ao começo da vila e tomamos à esquerda (olhando sentido centro de BB) numa pequena ponte e começamos a subir, sempre reto, sempre na estrada principal. Cerca de 7km depois um garoto confirmou que por ali chegaríamos ao pico, mas que tivéssemos paciência e atenção, para não errar a entrada, sinalizada por uma porteira. O problema é que ninguém lá sabe a distância e há &#8220;algumas&#8221; porteiras no caminho. Contei por volta de 17km no total a partir da ponte, quase no alto de uma estrada que fazia uma grande curva à direita. Por muita sorte vimos um carro saindo de uma porteira sem sinalização e perguntamos: &#8220;É aqui mesmo! Só seguir em frente!&#8221;. E seguimos mais alguns quilômetros até onde o carro chegou. Lá em cima há uma clareira onde dá pra deixar o carro tranquilo e sobe-se mais uns 10 minutos à pé até a torre. Acreditem, o visual compensa todo o esforço e a aventura e vale a pena esperar o pôr-do-sol! Imagino que há quem acampe ali, pois vimos restos de fogueiras em volta da torre. Na volta, passe no <em>camping do vinho</em> no mesmo bairro Guabiroba e troque uma idéia com os locais tomando um vinhozinho. Passeio bacana que vale a pena, desde que você tenha paciência para achar o rodar.</p>
<p>* Onde comer/ficar: no centro, comemos no Restaurante &#8220;Ô Cumpadi&#8221; e no &#8220;Cheiro Verde&#8221;, ambos perto da matriz, sendo o segundo mais bacana que o primeiro, mas ambos suficientes para matar a fome antes de encarar as estradinhas e com preços bem honestos. O café da manhã tomamos todos os dias na excelente Pousada da <a href="http://www.tianirta.com.b" target="_blank">Tia Nirta</a>. Lá a estrutura é bem legal, com chalezinhos muito limpos com tevê e chuveiro quente, roupa de cama engomada, sala de convivência com cozinha equipada, forno a lenha, mesa de pebolim, televisão, café da manhã reforçado e um pão de queijo caseiro bem legal. A diária é paga com uma nota azul de cem e vale para o casal. Vale a pena também jantar na pizzaria da pousada <a href="http://www.pousadavizinhodasestrelas.com.br/gastro.htm">Vizinho das Estrelas</a>, que serve uma pizza apenas razoável, mas num local bem bacana e atendimento legal. Fica no Km 3 da Estrada BB &#8211; Socorro. De resto, dá pra comer porções simples nos bares das cachoeiras e sempre tem algum bar com cerveja gelada, tudo baratinho. Ah sim, para os adeptos, a cidade conta com vários campings, alguns aparentemente bem estruturados. Vale a pena pesquisar no orkut e no google antes de ir.</p>
<p>Foi uma viagem curta, de três dias, mas deu pra ter uma boa idéia da cidade. O centro é bem pequeno, porém a área rural é bem grande e tem mais de 30 cachoeiras, mas há sinalização em menos da metade delas. Mesmo assim acho que vale a pena a visita para descansar dessa vida de cidade grande. Não pudemos fazer a trilha da cascavel pois um dos companheiros de viagem comeu queijo demais no dia anterior&#8230;rs&#8230; mas deve valer a pena pois me disseram que passa por 7 cachoeiras, caminhada pesada e cênica etc. A noite na cidade é tranquila, ideal para casais que ficam nos restaurantes das pousadas ou do centrinho, mas para os que buscam mais diversão a cidade vizinha de Socorro deve garantir mais agito. No mais, é um bom retiro próximo de São Paulo e que vale a visita antes de ser invadido pelos turistas&#8230;</p>
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		<title>Reveillon na Serra da Canastra &#8211; MG</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 18:42:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A região da Serra da Canastra, na região sudoeste de Minas Gerais, possui algumas das bonitas paisagens mineiras. Apesar de desconhecida da maioria dos brasileiros, o turismo cresce a olhos vistos na região, que teve recentemente as estradas do entorno asfaltadas e urbanizadas. A região da SdC tem cerca de  200 mil hectares e abrange seis [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=298&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">A região da Serra da Canastra, na região sudoeste de Minas Gerais, possui algumas das bonitas paisagens mineiras. Apesar de desconhecida da maioria dos brasileiros, o turismo cresce a olhos vistos na região, que teve recentemente as estradas do entorno asfaltadas e urbanizadas. A região da SdC tem cerca de  200 mil hectares e abrange seis municípios: Vargem Bonita, São João Batista do Glória, Capitólio, São Roque de Minas, Sacramento e Delfinópolis,  estes últimos três margeando o <a href="http://www.ibama.gov.br/siucweb/mostraUc.php?seqUc=47" target="_blank">Parque Nacional da Serra da Canastra</a>.</p>
</div>
<div>Criado em 1972 para proteger os recursos hídricos da região, o PNSC protege as nascentes do Rio São Francisco, Rio Araguari e Rio Grande, proporcionando também o desenvolvimento da região, rica em atrativos ecológicos e turísticos, gerando renda para os moradores locais e favorecendo o desenvolvimento do mercado de hospedagem turística e a formação de guias da região. Dentro do Parque Nacional, a maior atração é a bela cachoeira Casca D&#8217;Anta, de quase 200m de altura, formando a primeira grande queda do &#8220;velho Chico&#8221;.  A paisagem basicamente preenche-se de  campos rupestres floridos, típico e matas de galerias, povoados por animais raros como o  tamanduá-bandeira,  o lobo-guará e o pato mergulhão e grande quantidade de capivaras, cuja carne é muito apreciada na região e veados-campeiros, frequentemente avistados nas montanhas. Se você optar por visitá-lo atente para o horário pitoresco: o parque abre às segundas, mas fecha às terças-feiras (exceto em feriados prolongados, janeiro e julho). O horário de entrada é até as 16h00 e a saída é permitida até as 18h00h. Depois, uma bela duma advertência espera o visitante, passível de multa. Note que existe uma estrada de cerca de 60 km que corta e dá acesso a outras menores, que levam ao Retiro de Pedras, a cachoeira dos Rolinhos, o cânion do rio São Francisco e a parte alta da Cachoeira Casca D’Anta, que normalmente fica intransitável na época de chuvas. Acredite.</p>
</div>
<div>A temperatura da região é amena, com médiade  17 graus no inverno e 23 graus no verão, portanto leve roupas de frio e de calor. Chove bastante de dezembro a fevereiro, época em que visitei o parque e pude verificar a péssima condição de boa parte das estradas que o cortam. Se for de carro de passeio 4&#215;2, prepare-se para bastante aventura (ver nota abaixo). Saiba também que a região é palco de diversos conflitos pela posse de terras e passa por um período conturbado em sua história. A implantação do Parque foi muito contestada na região, eis que a área protegida a ser desapropriada possuía dezenas de fazendas, várias delas em região de nascentes. Os fazendeiros resistiram por muitos anos, mas acabaram retirados à forceps pela Polícia Federal e até hoje a questão está <em>sub judice</em>. Entre as décadas de 70 e 90 foram diversos decretos ampliando e restringindo a área de abrangência do parque, motivados pelo lobby dos fazendeiros de um lado e o barulho dos ambientalistas de outro, mas hoje aparentemente o parque está estabilizado nos 200 mil hectares originais. Esperamos que continue assim e que a proteção efetiva saia do papel.</p>
</div>
<div>Note que a legislação é bastante severa em relação às permissões do parque, proibindo a prática de esportes radicais como rapel, pêndulo e escalada e restringindo a trilha da Casca D’Anta (parte alta para parte baixa e vice-e-versa) para grupos com guias credenciados. A entrada da trilha é monitorada, tanto embaixo quanto em cima, sendo que os turistas sem guia são avisados já na portaria que podem ver o entorno da cachoeira a vontade, mas não podem subir sob pena de multa e em casos extremos, prisão em flagrante. Se for, contrate um guia credenciado e reserve cinco horas para a  caminhada.</div>
<div>Feitas as apresentações, passo às informações atualizadas e impressões pessoais sobre a região:</div>
<div><span id="more-298"></span></div>
<div>1. Passei por lá entre os dias 26/12/2009 e 02/01/2010. Período de chuvas intensas e constantes, especialmente na minha base, montada numa fazenda de café em Carmo do Rio Claro, distante algumas dezenas de quilômetros da região.</div>
<p>2. As estradas de asfalto da região estão perfeitas. O trecho Carmo do Rio Claro &#8211; Alpinópolis (antigo Ventania) &#8211; Capitólio &#8211; Piumhi &#8211; Vargem Bonita está em excelente estado de conservação e muito bem sinalizado. De Vargem a São José do Barreiro as condições da terra estão bastante ruins com chuva. Há poucos postos de combustível, então vale alguma atenção por ali. Para quem vem de São Paulo, o caminho Fernão Dias &#8211; Pouso Alegre &#8211; Alfenas &#8211; Alterosa &#8211; Carmo &#8211; Alpinópolis &#8211; Capitólio &#8211; Piumhi &#8211; Vargem Bonita é uma boa opção, pois passa por lindas paisagens, é muito tranquilo, não teve qualquer sinal de congestionamento tanto na ida quanto na volta. Não se soma nem R$10 de pedágio para todo o percurso, além de contar com ótimos locais de parada para comer, sobretudo na segunda perna de viagem. Vale a pena para os paulistas, apesar da distância.</p>
<p>3. Canastra Parte Baixa: Para adentrar a parte baixa do parque, peguei a estrada entre Vargem Bonita e S. José do Barreiro e contei 9,8Km de terra sofridos na chuva de São José do Barreiro até a portaria. Na guarita ( Tel. 37-3433-1195) há um vigilante particular armado controlando horários de entrada e saída de automóveis e visitantes. Taxa de R$4 por cabeça, estacionamento grátis. Atenção às distâncias: são 40 km de São Roque de Minas e 27 km de Vargem Bonita. Na volta, final de tarde, fomos apanhados por uma chuva moderada que deixou um ou dois trechos mais íngremes complicados de atravessar com carro 4&#215;2. Numa manobra de ré para tentar vencer a subida, um dos carros acabou caindo numa valeta e não saiu mais. Com a ajuda de um guarda do parque que passava pelo local conseguimos retirar o carro. Há alguns jipeiros na região e não há muitos problemas em conseguir ajuda, mas não há qualquer sinal de celular por ali e são poucas as casas na região. Em condições de tempo ruins e veículo inadequado é bom ir preparado para problemas, mas qualquer 4&#215;2 com cuidado vence bem o caminho. Divirta-se!</p>
<p>4. Casca d´Anta. A cachoeira é mesmo impressionante, mais pelo volume d´água que pela altura de 186m. Tive a impressão de que a Janela do Céu (Ibitipoca-MG) é maior em altura, mas certamente o volume de água que cai da Casca d´ Anta é maior, especialmente com a quantidade de chuva dessa época. Os respingos são sentidos há vários metros de distância e o ruído do impacto das águas é ouvido há quase 1km!! A base da cachú fica toda encoberta pela névoa gerada pelo impacto, o que impede a visão da base e das pedras, inviabilizando a descida para banho. A sensação dos respingos é deliciosa e eles são tantos que é impossível uma foto sem molhar um pouquinho a máquina fotográfica. As pedras no entorno estavam bastante escorregadias e a trilha estava bem enlameada, tornando a descida bastante &#8220;interessante&#8221;. No caminho há algumas picadas para descida no rio, onde é possível banhar-se tranquilamente. A água não é muito gelada nessa época e o cuidado maior ali é com as cobras. Com a ajuda de um nativo, identificamos um filhote de jararaca passeando entre as pedras ali.</p>
<p>5. Trilha Parte Baixa &#8211; Parte Alta. Permanece a informação: o IBAMA vetou a trilha sem guia e o monitoramento é feito na portaria por registro de entrada e saída na cancela. Durante minha passagem por lá, presenciamos os guardas triangulando uma ação para impedir um grupo que possivelmente se preparava para fazer um rapel com acesso no meio da trilha, sem guia. Não sei se existe alguma repressão efetiva por parte da vigilância para quem apenas faz a trilha sem o acompanhamento, pois não encontramos ninguém no entorno que a tivesse feito. Não sei qual a motivação para impedir o acesso de quem vai sozinho (acidentes, talvez?) mas há placas informando, a proibição está expressa no site e os caras estão mesmo monitorando. Não fiz a trilha, pois mesmo que tivesse guia, não cheguei no horário adequado.</p>
<p>6. Furnas (Capitólio-MG). O passeio até a barragem é imperdível para quem está na região, especialmente no verão! Há bons locais para estacionar, dois belos mirantes para fotografar e aprecisar a beleza e imponência da barragem. Está tudo recém-reformado e em ótimo estado de conservação. É possível passar com o carro por cima da barragem e a vista é de tirar o fôlego. Seguindo mais 5Km pela MG-050 chega-se a Cachoeira da Filó, que é sensacional. Há um local à beira da rodovia para estacionar e uma pequena trilha para seguir até a cachoeira (não tem estrutura alguma, ou seja, o acesso é <em>free</em>). No final, atravessa-se um tronco em estado de conservação apenas razoável e há um poço para banho muito bacana. O lugar é muito legal, bonito e a água não é gelada no verão, mas requer extrema atenção: nessa época do ano é necessário olhar o tempo todo para o alto da serra, pois quando chove ali a força das águas é absurda e vários turistas já morreram com as trombas d´água. O sinal mais evidente é o aparecimento de galhos e terra na água, seguindo-se aumento no volume. Feliz ou infelizmente, passamos pela situação e presenciamos a evacuação do lugar, liderada pelos locais em 30/12/2009! Na volta, reparamos na grande área de mato torto e pedras reviradas no entorno da trilha, o que demonstra que o cenário não deve ser bonito quando as trombas descem. Não ficamos para ver o resultado. Entretanto, o local é muito legal e vale a visita.</p>
<p>7. Comer! Há pequenos restaurantes em Vargem Grande e São José do Barreiro. Escolhemos um logo na entrada de Vargem Grande. Self-service, 14 mangos, boa comida caseira feita no fogão a lenha e servida em panelas de ferro. Na região de Furnas, muita atenção com restaurantes porque são poucos e fecham cedo. Porém, se passar apenas um dia por lá, não há problema: não saia de lá sem comer no restaurante do Clube Náutico! Fica a cerca de 3km da barragem de furnas (depois de passar por cima da barragem). Avisamos na portaria que procurávamos apenas um local para comer e autorizaram a entrada depois de alguns minutos. Dica: peça tilápia grelhada. A carne é fantástica e vem acompanhada de batata cozida com especiarias, legumes cozidos na manteiga, arroz, feijão e saladas, tudo muitíssimo bem temperado. Ótimo atendimento , local muito bonito e agradável, com vista panorâmica para o lago, cercada de árvores e por um preço ridículo diante do que oferece: doze pratas!!!</p>
<p>Como fiquei na casa de amigos, não pude conferir as pousadas da região. Entretanto, você pode conseguir bastante informação <a href="http://www.serracanastra.com.br/menu/hospedagem.html" target="_blank">aqui</a>. Antes de sair, confira as condições meteorológicas da região e vá em frente. Há muito mais a ser explorado do que eu contei e certamente você vai gostar de saber que ao vivo a sensação de andar por aquelas bandas é muito melhor do que qualquer descritivo da internet. Boa viagem!</p>
<br />Na categoria Cultura, Minas Gerais, Mochila, Preparação, Roadtrip, Sudeste Tagged: Casca d´Anta, Furnas, Minas Gerais, Serra da Canastra <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coolraulzito.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coolraulzito.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coolraulzito.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coolraulzito.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coolraulzito.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coolraulzito.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coolraulzito.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coolraulzito.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coolraulzito.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coolraulzito.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coolraulzito.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coolraulzito.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coolraulzito.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coolraulzito.wordpress.com/298/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=298&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rumo ao Sul: Dias 14 e 15 ( de Urubici a São Paulo, passando por Curitiba)</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 17:45:11 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Três Estados num só dia seria o título para o capítulo final dessa epopéia pelo sul do Brasil, mas no fim da viagem optamos por fechar a conta de forma mais tranquila e quebramos novamente o trajeto. Basicamente, eram três a opções para deixarmos Urubici para trás em direção a São Paulo, lembrando que descartei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=283&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Três Estados num só dia</em> seria o título para o capítulo final dessa epopéia pelo sul do Brasil, mas no fim da viagem optamos por fechar a conta de forma mais tranquila e quebramos novamente o trajeto. Basicamente, eram três a opções para deixarmos Urubici para trás em direção a São Paulo, lembrando que descartei a BR-116 pelas dicas colhidas de conhecidos e de sites diversos da internet:</p>
<p>a. Asfalto, em direção ao norte, com 2,5 horas de viagem pela SC-430, chegando à BR-282 e depois na região de Florianópolis, na BR-101 (171 km no total).;<br />
b. Terra, descendo a <a href="http://coolraulzito.wordpress.com/2010/03/09/rumo-ao-sul-dia-13-serra-do-rio-do-rastro-e-serra-do-corvo-branco/" target="_blank">Serra do Corvo Branco</a> (49km até Grão Pará &#8211; em boas condições) e de lá para a BR-282;<br />
c. Asfalto, em direção ao sul, descendo a SC-430, <a href="http://coolraulzito.wordpress.com/2010/03/09/rumo-ao-sul-dia-13-serra-do-rio-do-rastro-e-serra-do-corvo-branco/" target="_blank">Serra do Rio do Rastro</a> &#8211; SC438 até Lauro Müller e de lá para a BR-282;</p>
<p>Como já havia feito as duas serras no dia anterior, o mais racional seria seguir pela SC-430 mesmo, em direção ao litoral. Peguei um pouco de trânsito no trecho final, que conta com apenas uma pista e muitos caminhões, mas em geral a descida transcorreu muito bem e cheguei a altura de Floripa depois de cerca de três horas. De lá, foi seguir pela BR-101 até o Paraná, cruzar o Estado, atingir a BR-116 novamente e apontar em São Paulo no fim do dia. A viagem poderia ser feita de uma vez, já que Urubici-SC está a 872km da capital paulista, mas depois de uma viagem de mais de três mil quilômetros, achamos mais prudente quebrá-la e  acrescentar mais um dia a viagem.</p>
<p>Como Bombinhas-SC estava próxima demais e o tempo não ajudava (cerca de 18 graus na data da partida) acabamos optando por Curitiba-PR. Lá seria ideal para abastecer (De Joinville-SC a São Paulo são poucos postos de combustível), comer num lugar legal, acostumar-se aos poucos com o trânsito, dormir bem e chegar tranquilo e descansado a Sampa City no dia seguinte, pouco antes da hora do almoço.</p>
<p>Sem planejamento, esse trecho final acabou se revelando um pouco mais complicado, pois a referência que eu tinha de procurar um Centro de Informações Turísticas na mítica Rua 24 Horas atrapalhou nossos planos. Apesar de constar até hoje no site oficial de Curitiba (veja <a href="http://www.viaje.curitiba.pr.gov.br/pontosturisticos/rua24horas.html" target="_blank">aqui</a>) o emblemático ponto turístico está fechado para reformas desde 2007! Como estávamos tranquilos quanto a hotéis, pois o posto de informações do local nos daria todo o apoio, aproveitamos o final de tarde para conhecer a bonita Ópera de Arame e seu entorno. Chegando a tal Rua 24 Horas, já próximo do crepúsculo, tudo que encontramos foram mendigos, sujeira e uma placa indicando a reforma. Naquele horário, todos os postos de informação já haviam fechado (claro, porque o da Rua 24 Horas era o único que funcionava 24 horas!) e tivemos de procurar um hotel sem qualquer apoio ou indicação.</p>
<p>Os hotéis do centro estavam todos lotados por conta de congressos que aconteciam na cidade e isso dificultou bastante as coisas. Não conseguimos muitas informações com os habitantes apressados do centro (se o que queríamos era um retorno gradual à vida da cidade grande, estávamos conseguindo) e acabamos pegando o carro e rodando à esmo na hora do rush, à procura de um lugar decente para dormir. Salvou-nos o <a href="http://www.hotelsiena.com.br/" target="_blank">Hotel Siena</a>, localizado na R. Desembargador Motta, 1181, na esquina com a Av. Silva Jardim. Diária honesta de R$80 o casal e à uma quadra do Shopping Curitiba, próximo também do Shopping Crystal Plaza, Shopping Novo Batel e do Estádio do  Clube Atlético Paranaense. O ótimo atendimento, o quarto limpo e o chuveiro quente foi tudo que aproveitamos do hotel, além do excelente jantar no Shopping Curitiba. Se passar pela metrópole, fique por lá. Carro em Curitiba no horário do rush não ajuda, então se for passear durante a semana, prefira a &#8220;Linha Turismo&#8221;, que nada mais é que um ônibus estilo &#8220;jardineira&#8221; que te leva a todos os pontos turísticos e sai a cada meia hora. Porém, <strong>confirme </strong>antes se ele ainda existe pelo <strong>telefone</strong>, para evitar lances chatos como o da tal <em>rua que nunca fecha</em>.</p>
<p>Na manhã seguinte, bora pra Sampa City. A cidade é bem sinalizada e é fácil achar a saída para a BR-116. Seguindo em frente, se tudo der certo, em menos de cinco horas já se chega a capital paulista.  O primeiro trecho de viagem é bastante tranqüilo e bonito,porém ao chegar em Miracatú o motorista terá de decidir qual caminho pegar. Vencer a Serra do Cafezal via <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rodovia_R%C3%A9gis_Bittencourt" target="_blank">Rod. Régis Bittencourt</a> &#8211; trecho da BR-116 entre São Paulo e Santa Catarina passando pelo Paraná - hoje em dia não é fácil (há trechos que ficaram parcialmente interditados por meses entre 2009 e 2010). Melhor é margear a serra via litoral, utilizando o Sistema Anchieta-Imigrantes. Privatizado em 2008, esse trecho da BR116 está sob responsabilidade de uma concessionária que já tratou de espalhar seis praças de pedágio no trajeto, perfazendo quase R$10 de pedágio, eliminando a única vantagem de seguir pela serra em vez do litoral: a economia.</p>
<p>Não é caro, mas devido a péssima qualidade do asfalto, a grande quantidade de caminhões, a imensa falta de segurança em boa parte do trajeto e as péssimas condições da estrada, sobretudo na Serra do Cafezal (entre os Kms 228 a 253) essa opção não é uma boa. Siga pelo litoral, utilizando a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (sem pedágio) e pegando, ao final, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Anchieta-Imigrantes" target="_blank">Sistema Anchieta Imigrantes</a>. Fique atento à sinalização e evite ser pego pelos radares, distribuídos em ambas as estradas para fiscalizar quem ultrapassa os 80km/h. A quilometragem de quem opta por seguir pelo litoral é maior, mas a viagem é uma das mais tranqüilas, bem sinalizadas e seguras do país.</p>
<p>E é isso. Fim da epopéia, porta-malas cheio de comes e bebes, memória cheia de histórias e lembranças. Uma das trips mais bacanas, tranquilas e bonitas que já fiz na vida, totalmente compartilhada com vocês. Espero que tenham apreciado e que as dicas e informações lhes ajudem a viajar tão bem ou melhor que eu naquele inesquecível mês de maio de 2009.</p>
<p>Grande abraço,<br />
Raulzito.</p>
<br />Na categoria Cultura, Dicas, Paraná, Rio Grande do Sul, Roadtrip, Santa Catarina, São Paulo, Sul Tagged: Anchieta, BR-102, BR-116, Curitiba, Dicas, Imigrantes, Regis Bittencourt, São Paulo, Urubici <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coolraulzito.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coolraulzito.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coolraulzito.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coolraulzito.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coolraulzito.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coolraulzito.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coolraulzito.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coolraulzito.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coolraulzito.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coolraulzito.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coolraulzito.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coolraulzito.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coolraulzito.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coolraulzito.wordpress.com/283/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coolraulzito.wordpress.com&amp;blog=3193948&amp;post=283&amp;subd=coolraulzito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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