Publicado por: Raulz!to | Outubro 18, 2009

Rumo ao Sul: Dia 5 ( Cambará do Sul – RS )

Antes de qualquer coisa, vale dizer que Cambará do Sul é uma das cidadezinhas mais bacanas e interessantes que já visitei. Muito mais bem cuidada, vistosa e acolhedora que a vizinha catarinense Praia Grande, dá vontade de passar um bom tempo por lá.  Passamos por lá em meados de maio, época em que teoricamente não faz tanto frio… mas presenciamos termômetros apontando temperaturas de um dígito depois do sol se pôr.

Chegamos com inúmeras opções de hospedagem anotadas dos guias e da internet, mas os preços estavam sensivelmente diferentes dos relatos e publicações. Bem mais cara que Praia Grande, Cambará deu mais trabalho para encontrar uma opção mais em conta, já que quase todas as pousadas são mais bem cuidadas e tem uma estrutura mais confortável. Rodamos bastante, visitamos vários lugares e perguntamos aqui e ali para conseguir o melhor custo benefício possível. No fim das contas, escolhemos o Recanto das Gralhas (54-3251-1383, 90 mangos a diária em maio/2009).  A pousada da Dona Celi é muito agradável, confortável, bem decorada, tem tv, frigobar, roupa de cama e banho, lençol térmico (sensacional), aquecedor, banheiro privativo e um bom café da manhã com queijos, sucos, bolos e manteiga caseira. Fica na Rua Antônio Raupp, 584, bem no centro da cidade, fácil de achar. Curiosidade: o elenco de A Casa das Sete Mulheres ficou por lá durante as filmagens (há algumas fotos da série expostas na área comum). Caso esteja lotada, outra opção mais barata e confortável pode ser a Pôr-do-Sol, próxima. Para os loucos, há duas pousadas com local para camping também: Pousada Corucacas e Pousada Pampa Rural. Faça seu testamento antes de ir.

Depois de algum tempo rodando a procura de uma boa pousada – estômago já roncando – um aroma de carne na brasa nos chamou a atenção, bem em frente ao número 1069 da Rua Dona Úrsula: uma construção pitoresca, toda em madeira rústica, de onde se ouvia música regional e parecia bem mais convidativa que andar no vento gelado. O nome do restaurante é Galpão Costaneira, um dos melhores e mais saborosos buffets que já provei, com comida à moda gaúcha direto do fogão a lenha e carnes grelhadas servidas na mesa. Por 16 pilas você ficará maluco com a comida mais saborosa que provei na região, regada um dos melhores sucos de uva do Rio Grande (por $2,50) e ótimas sobremesas, também inclusas. Vai parecer suficiente, mas não é: jamais saia de lá sem pedir por apenas $4 mangos adicionais um rechaud de churrasco gaúcho com queijo qualho. E não se engane: rechaud gaúcho não usa álcool, mas sim carvão! A carne não resseca, assa por igual e o sabor é muito melhor. Lá funciona todo dia, das 11h30 às 15h e das 19h30 às 22h, mas só aos sábados e domingos tem showzinho do gaiteiro “Tio Gripa” que é um espetáculo à parte. A decoração do lugar também é bem bacana: os clientes deixam nas mesas seus bilhetes e cartões de visita. Imperdível.

Para a noite, outro lugar bacana é o Rosabistrô. Na volta do Cânion Fortaleza, estávamos com roupas de trilha, cansados e ávidos por um lugar bacana para encostar o corpo e tomar um vinhozinho, mas sem muita pretensão. Ir direto para a pousada tomar banho e trocar de roupa seria decretar o fim da noite, já que os termômetros já oscilavam entre sete e oito graus antes de 20h, o que tornaria sair da cama quentinha para o vento gelado uma tarefa hercúlea. O barzinho superou as expectativas: quente, aconchegante, com um cardápio enxuto mas eficiente e inacreditavelmente barato: foram duas taças de tinto seco, uma tônica, uma porção de batatas souté com creme de queijo e dois caldinhos por apenas R$24!! O local também conta com sala de sinuca separada do salão principal, lareira e uma televisão 42″ que naquela noite tocava Skank e Vítor e Leo.  Rua João Francisco Ritter, 631, em frente ao ginásio de esportes (54-3951-1538).

O Cânion do Itaimbezinho fica a 18 km do centro de Cambará do Sul e o Fortaleza a 22 km, então você já sabe que ir à pé é mais complicado. O ideal é ir com seu carro. Conforme já relatado, a estrada é bastante ruim, mas com paciência e alguma experiência dá para ir com um 4×2. Se não quiser arriscar, pode usar o transporte oferecido pelas agências ou por alguma pousada ou ainda pegar um táxi.  Se estiver na região e quiser saber como andam as estradas antes de ir, fale com a Secretaria Municipal de Turismo (turismocambara@tca.com.br e (54) 3251.1557).  Leve a dica a sério especialmente se tiver chovido bastante dias antes de sua visita. Na seca, sua guerra particular será com as pedras soltas da estrada.

Algumas pousadas dirão para não ir ao Fortaleza sem guia. Saiba que qualquer turista pode percorrer ambos os parques sem o acompanhamento de qualquer guia, especialmente o Aparados da Serra (Itaimbezinho) que é muito bem estruturado. No Serra Geral também é possível, mas caso haja qualquer limitação com o transporte ou os companheiros de viagem, não há absolutamente nenhuma estrutura. Apenas uma porteria e um militar separam os 22km de estrada de chão dos 17mil hectares do parque. E não há nada além de natureza em nenhum dos lados. Mas sempre é interessante passear com um bom guia que conhece a região para aprender sobre a história e a geografia. Escolha, então, entre a liberdade e a cultura e pé na estrada.

Importante: só há três agências bancárias no local (Banrisul, Sicredi e Banco Postal) e nem todas as pousadas trabalham com cartão de crédito e débito, então vá previnido e com dinheiro no bolso.  Para as caminhadas nos cânions, especialmente se estiver muito frio, leve uma mochila de ataque para carregar suas roupas, comida extra, uma lanterna e primeiros socorros. Caso você não adentre a mata fechada, nem tente descer os paredões do cânion, será difícil se perder na Serra Geral, mas o seguro morreu de velho. Lembre-se que o tempo na montanha é relativo, o clima muda muito rápido e pode escurecer mais rápido do que você calculou. Não raro, o turista se empolga por ali e volta mais tarde do que deveria.

Por fim, dizem que as melhores épocas para quem curte um friozão de congelar os ossos são junho e julho, quando também pode nevar e os campos ficam brancos e secos, ideiais para fotos fantásticas. Pois bem, eu recomendo ir em maio: mais barato, cânions desertos só para você, restaurantes mais intimistas, pousadas silenciosas e se não tem neve, ao menos uma geadinha pela manhã você pega. Não tem como errar.

A seguir, post exclusivo do Parque Nacional da Serra Geral.

Publicado por: Raulz!to | Outubro 18, 2009

Rumo ao Sul: Dia 4 (de Praia Grande a Cambará do Sul)

O sol nasceu por volta das seis da manhã e cerca de duas horas depois lá estávamos nós destruindo a mesa do café da manhã do Seu Sérgio, de malas prontas para sair. Como já dito em outros posts, aqui tínhamos que tomar uma decisão:

a. Voltar sentido litoral, cair na BR101, seguir até Terra de Areia (não deixe de experimentar um abacaxi por ali, especialidade dos caras), dobrar à direita na RS-453 ( Rota do Sol), seguir 55 km até o trevo que dá acesso a Cambará do Sul, dobrar à direita na RS-020 e vencer os últimos 34 km.  Ou…

b. Adentrar mais uma vez a Serra do Faxinal a partir de Praia Grande mesmo.  Até a entrada do Parque Nacional Aparados da Serra, que visitamos no dia anterior, são cerca de 20 km. Depois, até o centro de Cambará, mais 20km dos diabos naquele mar de pedregulhos, poças d´água e Murphy acenando o tempo todo à beira da estrada.

Como já havíamos conhecido o primeiro trecho da Serra do Faxinal no dia anterior e não haveria grandes novidades até Cambará, coletamos algumas informações com os locais e optamos por seguir a Rota do Sol. Todas as informações diziam que todo o trecho a ser vencido teria cerca de 132km de asfalto bem cuidado e paisagens deslumbrantes. Pela novidade, pelo bem do carro e também pela curta distância, seguimos por ali. De relevante acerca de segurança, vale atenção em todo o trecho da BR-101 a partir de Torres, pois ali começa outro trecho em obras daqueles. Porém, garanto: a Rota do Sol compensará todo o esforço com suas belíssimas curvas e paisagens de tirar o fôlego. De Torres a Cambará levamos  aproximadamente duas horas e meia de viagem. Nas serras do trecho final vale dar uma parada nos mirantes, respirar o ar úmido e puro da região, comer um abacaxizinho nas inúneras barracas que se multiplicam em alguns pequenos centros e curtir uma trip tranquila pelas bucólicas paisagens locais. Alguma atenção e olho no mapa nos entroncamentos e não haverá qualquer problema.

Importante: Cuidado com os radares na região da Tainhas. Caso você decida dar uma esticada Até São Francisco de Paula, Gramado ou Canela, redobre, triplique, quadruplique a atenção com os pardais. A Terra de Ieda Crucius está infestada de pardais e móveis ávidos por motoristas ansiosos. Caso você não esteja fugindo da polícia, vá na boa. rs

Publicado por: Raulz!to | Outubro 4, 2009

Rumo ao Sul: Parque Nacional de Aparados da Serra

A cidade de Praia Grande-SC é toda rodeada pelos Canyons,  que são o grande atrativo da região e podem ser visitados o ano todo. O mais próximo, do Itaimbezinho, é o mais famoso, o mais procurado e também o mais estruturado. Inaugure seu passeio por lá, mas não sem antes comprar seu lanche numa das mercearias da cidade. Os pães, o queijo e o mel são o forte da cidade e não vão te deixar na mão. Compre água também e não se esqueça da capa de chuva, pois o tempo lá em cima pode estar completamente diferente.

Para visitar o Itaimbezinho, é necessário percorrer 18km sofridos na RS-429 que liga o centro da cidade a entrada do Parque Nacional de Aparados da Serra. Como já falamos, a estrada é bastante pedregosa, cheia de curvas, grandes aclives, declives pronunciados,  buracos e crateras, todas repletas de poças d´água e trechos enlameados na época das chuvas. Cheque bem as condições do veículo antes de ir e só suba com um carro de passeio se tiver mantimentos suficientes para o dia todo e agasalhos suficientes para suportar bem o frio, pois tanto a ida quanto a volta podem demorar mais que o previsto. Não é necessário 4×4 caso o motorista seja experiente e paciente.

Chegando ao parque, é só alegria. As instalações contam com um centro de visitantes que funciona de quarta a domingo, das 9h às 18h (a bilheteria fecha às 17h, a lanchonete só abre aos fins de semana, o tel é 54-504 5289.) com banheiros amplos e limpos, mapas e guias informativos. A entrada custa R$6 por cabeça, mais R$5 por carro. O cânion Itaimbezinho tem 5,8 km de extensão e pode ser todo percorrido em apenas um dia: saindo de manhã bem cedo, é possível percorrer toda a borda do cânion, dividida em duas trilhas: a do Vértice e a do Cotovelo. Ambas muito fáceis, sendo a primeira com 1.440m (ida e volta), facilmente percorridos em 45 min. de caminhada tranquila, porém sujeita a ventos bastante gelados no inverno (vá bem agasalhado).  Nesta trilha é possível observar boa parte do cânion e as sensacionais cachoeiras Véu da Noiva e Andorinhas (700m de altura).  A segunda trilha é um pouco mais longa, tem 6.306m (ida e volta) e pode ser percorrida em 2h de caminhada também tranquila, com visual ainda mais amplo e muito bacana para fotografar. Há outras trilhas que exploram o cânion de outros ângulos, sem sinalização, para as quais é necessária autorização prévia. Perguntar não ofende.

Terminada a aventura, pode-se seguir direto a Cambará do Sul pela mesma estrada e nas mesmas condições, por cerca de 19km, ou retornar a Praia Grande para dormir e continuar a saga no dia seguinte. E tem mais: ali mesmo, quase na entrada do Itaimbezinho, em frente ao Pórtico Gralha Azul,  cruza-se uma porteira e um pouco à frente um rio. Lá começa a trilha de 4km até a Fazenda Malacara, aos pés do cânion de mesmo nome (ao adentrar a porteira, pela permissão, pois as terras são particulares). Dali são mais 7 km de bela caminhada até o Cânion Malacara e se houver disposição, mais 2 km até o Cânion Churriado. É possível, ainda, tomar uma trilha de lá para o Cânion Fortaleza, já no Parque Nacional da Serra Geral, distante cerca de 10 km. Atualmente há determinação do IBAMA que proíbe essa travessia por questões ambientais e de segurança (o caminho é confuso e é fácil perder-se na mata). Informe-se.

De Praia Grande parte uma trilha mais tranquila para o Cânion Malacara, que é possível de se fazer em um único dia, porém só com agendamento pois o início da trilha coincide com a portaria da Pousada Pedra Afiada (tel. 48-532-1059 ou 3532-1059), cuja entrada é restrita. Os mais aventureiros também podem contratar um guia e percorrer a Trilha do Rio do Boi, bem mais pesada, com 8.343m (ida e volta) e duração de aproximadamente 7h de caminhada. Também por determinação legal, essas trilhas são fechadas para visitação sem acompanhamento de guias.

Importante: para encarar os cânions e divertir-se sem preocupações, saia o mais cedo possível. À tarde o nevoeiro (chamado de “viração” pelos locais) toma todo o cânion, inviabilizando ao visitante contemplar a paisagem. Não se esqueça de ir muito bem agasalhado, de touca e com roupas que barrem bem o vento, pois na região o frio é muito intenso, sobretudo quando o sol está encoberto por nuvens, ocasiões em que o minuano mostra toda sua crueldade. Caso você se perca, a dica dos locais é evitar a todo custo ir para o interior dos cânions, pois é bastante comum trilheiros experientes confundirem caminhos de bois com trilhas e saírem do caminho principal. Opte sempre em seguir os paredões pois terá mais chance de encontrar o caminho de volta. E pode esquecer o celular, pois não há nem rastro de sinal lá dentro. E anote também o telefone da mecânica local, caso o possante sofra danos mais sérios: (48) 3532-1754 (ou 9148-5759, 8813-4430, 9147-6793, 8804-8129).

De nossa parte, seguimos o roteiro à risca, acordando cedo, andando muito o dia todo e chegando de volta a Praia Grande no começo da noite, sem qualquer problema e absolutamente deslumbrados com a paisagem.  Vencemos o frio dos cânions e os sacolejos da estrada, fomos visitados por simpáticos graxains numa despretensiosa parada para fotos e desembarcamos em Praia Grande pouco depois do anoitecer. Por lá foi só fogareiro, chuveiro quente e cama. A seguir, direto ao Parque Nacional da Serra Geral!

Publicado por: Raulz!to | Outubro 4, 2009

Rumo ao Sul : Dia 3 (Praia Grande-SC)

Praia Grande fica a 300km de Floripa, cerca de quatro horas de viagem de carro nas condições atuais da estrada. Na época, a estrada que liga a BR101 ao centro estava em ótimas condições, mas é comum essa situação mudar bastante quando chove muito na região. Informe-se na Secretaria Municipal de Turismo nos tels. (54) 3251.1320 / 3251.1557 antes de visitá-la.

A cidade é bastante simples, com centro pequeno, pouca oferta de serviços e estrutura enxuta. Não tem o charme da vizinha Cambará do Sul, mas por esse mesmo motivo é bem mais econômica. Praticamente não há vida noturna, exceto por alguns pequenos bares e pizzarias, que só tem algum movimento aos fins de semana e na temporada. Também pudera, a temperatura média anual é de 19 graus e o índice pluviométrico é de 1400 a 1600 mm/ano, nem um pouco convidativos depois das 18h, quando as ruas ficam desertas e a temperatura cai tranquilamente para baixo dos 8 graus.

Nossa base ali foi montada no Hotel e Restaurante do Sérgio. Depois de bastante procurar (e azucrinar a garota que atendia no Centro de Informações Turísticas) optamos pelo estabelecimento desse simpático catarinense, que nos atendeu com bastante zelo e forneceu boas informações sobre a região. O hotel é a típica opção mão-de-vaca na cidade: tem estacionamento privativo, suítes com banho quentinho, de decoração simples e agradável e com ótima vista para os paredões. Fica na Av. Irineu Bornhausen, 449, Centro (tel. 48-3532-0191). O quarto sai por 60 reais a diária com um bom café da manhã incluído. O hotel também serve jantar ( opcional) e dispõe de serviços de agendamento e turismo com guias da região, o que é ótimo para quem está sem transporte. Caso você se hospede em outro local (há opções para todos os gostos e bolsos), agende seu transporte com os guias pelo tel  (48) 532-1414, pois não há serviço de ônibus para as atrações.

O centro da cidade é pequeno e mal sinalizado. O ideal é buscar informações no Centro Turístico e perguntar aqui e ali, confirmando algumas informações contraditórias das poucas placas de sinalização. Com sorte  é possível avistar tucanos, gralhas azuis,  papagaios, gatos selvagens e graxains, especialmente nas estradas vizinhas, portanto, vá devagar e procure não “causar” na estrada para ser agraciado com a visita dos belos animais. E vamos ao que interessa!

trilha inicia em frente ao Pórtico Gralha Azul (entrada para Cânion Itaimbezinho). Do outro lado da estrada, cruza-se uma porteira e, mais adiante, um rio. Até a Fazenda Malacara são 4 quilômetros (aqui o melhor é pedir permissão ao Capataz para continuar a caminhada). Dali são mais 7 km de caminhada pelos campos até o Cânion Malacara e mais 2 km até o Churriado. Para chegar ao Cânion Fortaleza, caminha-se mais 10 km.
Trilha fechada a visitação por determinação do IBAMA

 Cânion Malacara © Renato Grimm

Trilha moderada a difícil, ideal para fazer em três dias.
Para quem não dispõe de tanto tempo, a opção é caminhar até o cânion Malacara e retornar no mesmo dia.
Em 5 horas, percorre-se os 22 quilômetros (ida e volta).
Dica: Nas duas opções é aconselhável o acompanhamento de guia ou o uso de uma bússola ou GPS, pois, se ocorrer a viração, você pode se perder com muita facilidade

Publicado por: Raulz!to | Outubro 4, 2009

Rumo ao Sul : Dia 2 (Bombinhas-SC a Praia Grande-SC)

Rumo aos cânions !!

Mas não foi fácil. De Bombinhas a Floripa são 70 km bastante tranquilos, mas daí para frente é pista simples, em obras e com pouquíssimos pontos de ultrapassagem por cerca de 160 km até Tubarão. Fiz o trecho todo debaixo de uma tempestade sem precedentes, desviando de caminhões dirigidos por loucos, motos ziguezagueando ameaçadoramente entre os carros e tratores removendo sujeira e entulho da pista, que surgiam a todo momento nos trechos mais inusitados da estrada. Com visibilidade quase zero e obras para todo lado, aquele trecho em manutenção mais parecia uma zona de guerra. Felizmente, as obras hoje e dia já estão em fase final e o problema em breve deve desaparecer. De São Paulo a Tubarão foram 818km.

Depois é só seguir em direção ao Rio Grande, passando pela cidade de Araranguá. A dica aqui é ficar esperto assim que passar a cidade de Sombrio: poucos quilômetros à frente está a saída para Praia Grande-SC, que estava sem qualquer sinalização em maio de 2009.

Aqui, o motorista tem que decidir qual rota seguir. São duas opções:

1. Passeio de Tia: Passar direto por Praia Grande, seguir até Torres (já no Rio Grande) depois mais 43km até Terra de Areia (não deixe de experimentar um abacaxi por ali, especialidade dos caras) onde dobra-se a direita na RS-453 ( Rota do Sol). São 55 km até o trevo que dá acesso a Cambará do Sul, onde dobra-se à direita na RS-020, faltando apenas 34 km. Todo esse trecho tem 132km de asfalto bem cuidado. Importante: a partir de Torres, a BR-101 tem outro trecho em obras, o que requer atenção redobrada. Porém, a Rota do Sol compensará todo o esforço com suas belíssimas curvas e paisagens de tirar o fôlego. De Torres a Cambará são aproximadamente duas horas e meia de viagem.

2. Na Coragem: A outra alternativa é atacar os cânions logo de cara, adentrando Praia Grande. Até o centro da cidade é tudo asfaltado, depois a estrada é de chão e piora logo à frente: todo o leito carroçável da Serra do Faxinal é revestido de pedras soltas. A paisagem é exuberante, porém a estrada exige muita atenção e sobretudo paciência. Evite este caminho durante a noite e com neblina, especialmente se tiver chovido. Até a entrada do Parque Nacional Aparados da Serra, onde fica o Cânion Itaimbezinho, são cerca de 20 km. Depois, até o centro de Cambará, mais 20km na mesma qualidade. Dirigindo com prudência e muito cuidado, qualquer carro vence o Faxinal, mas é recomendável informar-se previamente sobre as condições da estrada na Secretaria Municipal de Turismo nos tels. (54) 3251.1320 / 3251.1557 (boa sorte!).

Qual escolhemos? Praia Grande na cabeça!

Publicado por: Raulz!to | Setembro 15, 2009

Rumo ao Sul: Bombinhas-SC

Aqui não tecerei grandes comentários, já que passamos pela região no mês de maio (2009), ocasião em que o clima era frio, com bastante vento e chuva. O objetivo era apenas quebrar a grande distância entre São Paulo-SP e Praia Grande-RS e quem sabe comer um peixinho gostoso e relaxar um pouco antes de seguir viagem no dia seguinte.

O que descobrimos? Se no verão as areias, pousadas e bares ficam repletos de turistas, na baixa temporada Bombinhas lembra uma cidade fantasma! Muitas pousadas fechadas, restaurantes em reforma, estabelecimentos para alugar e ruas desertas.  Se você passar por lá nessa época, procure o Centro de Informações Turísticas na Av. Ver. Manoel José dos Santos, 399, Centro (tel. 47-3369-2807) e pergunte sobre estabelecimentos abertos. No nosso caso, havia apenas alguns hotéis, uma ou duas pousadas de luxo e opções mais bed and breakfast, como uma simpática pousada familiar no Bairro José Amândio: a pousada Santa Maria.

Logo em nossa primeira incursão pelo sul do Brasil, provamos um pouco da conhecida receptividade do povo catarinense. O Sr. Gilberto, proprietário da pousada, nos recebeu de braços abertos: convidou-nos a conhecer sua casa, serviu vinho, contou histórias, tratou seus hóspedes com respeito, simplicidade e atenção. O local é simples, porém limpo e organizado. Possui apartamentos para  2, 4, 6 e 8 pessoas, com ar condicionado e ventiladores, serviço de camareira e café da manhã opcional. Telefones:  47 – 3393.6131, 48 – 9613.1977 e 55 – 9969.3025. Se preferir email, escreva para monica_luis@terra.com.br. Certamente é uma das opções mais econômicas e honestas da região: 40 reais na baixa temporada.

Para comer, encontramos apenas um restaurante aberto: na Av. Ver. Manoel José dos Santos, entre as ruas Cheme e Carpa, o Restaurante Golfinhos serve filé de pescada ao molho de camarão para duas pessoas por 14 reais.  Ótimo serviço, ambiente simples porém conchegante e localização fácil.

De resto, foi passear um pouco pelas praias, avistar corujas buraqueiras e preparar o corpo para a segunda perna da viagem, rumo a Praia Grande-SC. Passeamos por apenas uma tarde, o que na baixa temporada significa conhecer toda a cidade. Bombinhas é uma das menores cidades do Brasil e certamente parece ainda menor quando está vazia. Bacana!

Publicado por: Raulz!to | Agosto 29, 2009

Rumo ao Sul: Dia 1 (São Paulo-SP a Bombinhas-SC)

O primeiro trecho de viagem é bastante tranqüilo. A primeira decisão relevante a se tomar é vencer a Serra do Cafezal enfrentando-a de frente, pela Rod. Régis Bittencourt (trecho da BR-116 entre São Paulo e a divisa entre o Paraná e Santa Catarina) ou margear a serra via litoral, utilizando o Sistema Anchieta-Imigrantes. A primeira opção sempre foi conhecida como a mais econômica, porém hoje em dia a realidade começou a mudar. Privatizada em 2008, esse trecho da BR116 está sob responsabilidade de uma concessionária que já tratou de espalhar seis praças de pedágio no trajeto. Ao valor de R$ 1,50 para cada carro de passeio, os pedágios entraram em operação em dezembro daquele ano e já são seis: São Lourenço da Serra (km 299), Miracatu (km 370), Registro (km 427), Cajati (km 485), Barra do Turvo (Km 542) e Campina Grande do Sul (km 57, no Paraná), perfazendo o total de R$9,00. Não é tão caro, mas devido a péssima qualidade do asfalto, a grande quantidade de caminhões, a imensa falta de segurança em boa parte do trajeto e as péssimas condições da estrada, sobretudo na Serra do Cafezal (entre os Kms 228 a 253) essa opção não é uma boa. Preferia seguir pelo litoral, utilizando a Rodovia dos Imigrantes (leia aqui sobre o Sistema Anchieta Imigrantes).

Minha dica nesse sistema é optar pela Rodovia dos Imigrantes, utilizando-se a nova Pista Sul.  São 23,23 quilômetros em declive, com nove viadutos, três túneis (um deles é o maior do Brasil, com 3km de comprimento). Na estrada foram utilizados nove estádios do Morumbi em concreto e quatro torres Eiffel em aço. Uma belíssima obra de engenharia, que gerou controvérsias durante a construção, porém foi terminada e está lá para ser usada sem dó pelo motorista. Para tanto, entretanto, desembolsa-se incríveis R$17,80.  E pode ficar mais caro, caso o incauto viajante desrespeite a sinalização e seja pego por radares, distribuídos a cada 3,5km para fiscalizar quem ultrapassa 80km/h. O trajeto todo entre São Paulo e a Baixada tem 70 quilômetros e leva cerca de uma hora (em feriados pode chegar a três horas). Consulte o site da concessionária antes de viajar para informar-se sobre alterações no fluxo.

De lá, é só seguir as placas de Itanhaém/Mongaguá para cair na SP-55 , trecho conhecido como Rod. Padre Manoel da Nóbrega, que liga Cubatão (km. 270) a Miracatú (Km. 389). Nesse trecho só há cobrança de pedágio na volta, porém a quantidade de radares aumenta e todos eles são móveis, bem escondidos e prontos para fragrar os motoristas que ultrapassam os 80km/h. A estrada está em ótimas condições em 80% de sua extensão, entretanto, devido a escassez de pontes, viadutos e passarelas, os pedestres atravessam a pista a qualquer momento, motivo pelo qual a velocidade é tão reduzida e controlada.

A quilometragem de quem opta por seguir pelo litoral é maior, mas a viagem é uma das mais tranqüilas, bem sinalizadas e seguras do país. A partir daí, de Miracatu a Curitiba segue-se pelo melhor trecho da Rod. Régis Bittencourt, por cerca de 300km, totalizando 408km de viagem. Há poucos postos de combustível nesse trecho, então procure abastecer quando estiver a meio tanque, preferencialmente nos arredores de Cajati. O mesmo ocorre nos 130km restantes até Joinvile, a partir de onde a oferta de postos aumenta e torna-se regular. Atenção: há um rodoanel em Curitiba, onde deve-se tomar a direção da BR-378, rodovia que nasce em Dourados-MS, corta toda a região e leva até  Garuva, já em Santa Catarina. No caminho,  a única cidade com boa estrutura é São José dos Pinhais.

O acesso a Bombinhas é pela BR-101, no viaduto para Porto Belo, trecho em obras de duplicação. Da estrada ao centro de Porto Belo a estrada é de lajotas e exige um pouco de atenção, porém no trecho Porto Belo-Bombas o asfalto é bem cuidado.  Total da viagem: 670km.

A obra exigiu investimentos de US$ 300 milhões para enfrentar os desafios da natureza nos seus 21km de extensão. Dentre os destaques da obra estão dois dos maiores túneis rodoviários do país, com mais de 3km de extensão.
Publicado por: Raulz!to | Julho 22, 2009

Rumo ao Sul : Preparação

O primeiro passo da preparação – e um dos mais deliciosos, confesso – é decidir o roteiro básico. Partir de Sampa City num dia útil qualquer para evitar trânsito nas estradas, rumar em direção a Curitiba (408Km), de lá partir para a direção de Joinville (mais 130km) e dali pra Bombinhas, os derradeiros 125Km de BR-101 do primeiro dia. Seriam 643Km de pernada no primeiro dia, direto, o que não é muito mas daria pra começar. A idéia era sair na quarta-feira 13 de maio de 2009 por volta das seis horas da manhã, forrar o estômago em alguma dessas cidades e chegar em Bombinhas no meio da tarde.

Bombinhas foi escolhida como primeira parada porque apesar do tempo frio e da falta de atrações nessa época do ano, conseguimos algumas boas indicações de pernoite barato na região, a cidade é bem menos badalada que Guarda do Embaú e Camboriú, bem menor que Florianópolis e fica bem na metade do caminho para Praia Grande-RS, nosso primeiro destino efetivo.  A idéia era andar um pouco na praia, jantar num lugar legal e no dia seguinte seria levantar cedo e pegar a estrada, chegando no meio da tarde a primeira cidade dos cânions. Lá conheceríamos o Malacara e depois cruzaríamos os quarenta quilômetros de estrada de chão da  belíssima Serra do Faxinal até Cambará do Sul, onde passaríamos a noite para conhecer os famosos cânions do Itaimbezinho e Fortaleza e o que mais fosse possível dos Parques da Serra Geral e de Aparados da Serra.

Esse ponto foi o primeiro de dois grandes impasses: as informações sobre as condições da Serra do Faxinal são absolutamente conflitantes nos relatos eletrônicos e guias de viagem. Lê-se desde relatos de carros comuns como Palios, Gols e Unos cruzando sem problema o cascalho até alertas para só ir de veículos 4×4 e mesmo assim evitar trafegar em dias chuvosos . Uma alternativa seria voltar a BR-101 e descer até Torres-RS, trafegar mais 43km até Terra de Areia,  onde dobra-se a direita na RS-453, também conhecida como  Rota do Sol.  Daí os relatos apontavam para 55 km até o trevo que dá acesso a Cambará do Sul, onde pegando a direita entra-se na RS-020 e aí são só mais 34 km até Cambará do Sul. Todo o trecho tem 132Km e é todo novo e recém-asfaltado na RS-453. Os conservadores sugeriram escolher esta opção, falando muito bem da paisagem e calculando o trecho todo em duas horas. Racionalmente, já que íamos de 4×2, a escolha seria óbvia. Mas eu não me convenci. Deixei para decidir quando lá chegasse.

De lá, vencida a parte mais bacana da trip, passaríamos por Gramado e Canela para conferir um pouco das tão famosas cidades, porém já sabendo que seria bem rápido, já que compras e badalação não eram o objetivo. De lá, escolhemos passar por Bento Gonçalves para ver as vinículas e iniciar a volta para São Paulo pegando a BR-116 em direção a Lages-SC, BR-282 rumo a Bom Retiro e a seguir a SC-430 por mais 19Km direto a próxima e última parada: Urubici-SC. Lá, planejamos ver as atrações naturais da região, incluindo o famoso Morro da Igreja (onde ficam a Base Militar do Cindacta e a famosa Pedra Furada) e conhecer as duas grandes atrações rodoviárias de Santa Catarina: as a imponente Serra do Corvo Branco (no ponto mais alto, a estrada cruza dois paredões de 90m, o maior corte vertical feito em rocha no Brasil) e a belíssima Serra do Rio do Rastro. Aí tivemos nossa segunda dúvida: subir a Rio do Rastro e descer a Corvo Branco ou o oposto?

Na verdade, no primeiro roteiro que montamos, essa seria a primeira parte da viagem por dois motivos: primeiro para não tirarmos a graça de todo o resto da viagem conhecendo as melhores atrações (os cânions gaúchos) antes das outras e segundo porque fazendo essas duas estradas difíceis logo no começo da viagem evitaria que decidíssemos, por cansaço, evitá-las no final. Infelizmente tivemos que passar essa parte para o final do roteiro, porque caso contrário chegaríamos à região dos cânions gaúchos no fim de semana e o Parque de Aparados da Serra só abre de quarta a domingo. Preferimos não correr o risco de ficarmos com o roteiro engessado por um ou dois dias por conta dessa limitação. Outro motivo importante para a mudança foi que fazendo dessa forma a volta se tornou menos cansativa, já que nosso último destino estava bem mais próximo do meio do caminho, não mais no ponto mais distante da viagem. Depois vimos que a escolha foi excelente.

Dali o retorno seria direto a São Paulo ou caso necessário, pararíamos em alguma cidade entre Joinville e Curitiba ou mesmo na capital paranaense. Optamos por Curitiba, pelos motivos que vocês conhecerão ao final do relato. Bora lá!

Publicado por: Raulz!to | Julho 22, 2009

Rumo ao Sul: De São Paulo ao Rio Grande do Sul

Logo depois de voltar da mochilada em Salvador e Morro de São Paulo no ano passado, resolvi que era hora de tentar uma roadtrip. Venho planejando já há alguns anos uma viagem épica de Sampa City a Ushuaia, mas como por hora isso é inviável, tive que me contentar com algo que pudesse pagar e que fosse possível de realizar em cerca de 15 (quinze) dias.

Sempre tive vontade de visitar o Sul do país. As notícias dos viajantes que por lá passam são sempre as melhores possíveis e eu nunca tirei da mente as imagens dos cânions que vi numa revista cerca de dez anos atrás. A partir daí não foi difícil armar um roteiro, planilhar gastos e planejar a rota. Em pouco tempo já tinha muita informação dos amigos de blogs e fóruns, alguns telefones e indicações, mapas e um roteiro de preparação.

E não foi difícil seguir. As informações da região na internet são bastante fidedignas, os telefones de lá não mudam com muita freqüência, a condição das estradas é estável e não há muita movimentação em relação aos parques naturais e outros destinos ecoturísticos. Enfim, correu tudo mais ou menos como planejado e a viagem foi sensacional.

A partir de hoje escrevo um pouco por dia contando desde a preparação para a trip, com algumas dicas sobre coisas que descobri da melhor e da pior forma possíveis, até o roteiro ponto a ponto, com nomes, telefones e indicações, todas atualizadas. Espero que gostem e que sirva de guia para quem quiser experimentar. Aguardo também comentários e dicas complementares.

Grande abraço e boas leituras

Raulzito

Publicado por: Raulz!to | Julho 13, 2009

Livros para levar na mala quando visitar 10 cidades

Fonte: O Livreiro

(clique para conhecer o site)


Existem lugares que podem ser mais bem compreendidos com a ajuda de autores que viveram ou ainda moram por lá e escreveram livros retratando-os ou tendo-os como pano de fundo. Com esse mote, a escritora Filipa Melo, jovem revelação de Portugal, preparou para “Ler”, revista portuguesa, um roteiro de dez cidades para visitar e as respectivas obras que devem ser levadas na bagagem.

Para conhecer o Cairo, o escritor Naguib Mahfouz, Nobel de Literatura de 1988, é imprescindível.  Várias obras de Mahfouz são recomendadas pela autora, entre os quais sua “Trilogia do Cairo”. Se quer conhecer Bombaim, a dica é ler os livros de V.S. Naipaul. Em diversos livros, como “Meia vida”, Naipaul destrói a visão romântica sobre o país herdada por seus antepassados hindus.

Cidade que mistura como nenhuma outra “ocidente” e “oriente”, Istambul merece ser desvendada com o livro homônimo de Ohran Pamuk,  também Nobel de Literatura, em 2006.  Para conhecer Pequim, a sugestão é a obra “Histórias de Pequim”, do professor norte-americano David Kidd, apaixonado pela cultura e o modo de vida da China pré-Revolução Cultural.

O beatnik Jack Kerouac é uma das sugestões para quem vai visitar São Francisco, na Califórnia, e, entre outros livros, seu “On the road”, ou “Pé na estrada”, é obrigatório. Outro autor lembrado é Armistead Maupin, cronista e ativista gay, que escreveu sua série “Histórias da cidade”, sobre o cotidiano de Castro, primeiro “bairro gay” do mundo.

Peter Carey, autor de “30 dias em Sydney: um relato incrivelmente distorcido”, deve ser levado em conta para quem vai à cidade australiana.  Se for a  Tânger,  no Marrocos, leve a obra que o escritor americano Paul Bowles fez sobre a cidade – são mil páginas de seu diário, ainda não publicado no Brasil. Czarista por excelência, São Petersburgo é retratada de forma nostálgica e sob a perspectiva de Joseph Brodsky, Nobel de Literatura de 1987, em “Less than one”.

Quem mais poderia descrever a cidade vietnamita de Ho Chi Minh, antiga Saigon, que Marguerite Duras? Apesar de o clássico “O amante” não constar da lista da revista “Ler”, seu nome não passa em branco. A dica é “Marguerite Duras – uma biografia”, da escritora Laura Adler.

Enfim, chega-se a Veneza, talvez uma das cidades mais retratadas pela literatura. Filipa Melo indica, entre outros, clássicos como “Otelo”, de William Shakespeare, e  “Morte em Veneza”, de Thomas Mann, e  quadrinhos como “Fábula de Veneza”, de Hugo Pratt.

Leia o roteiro da “Ler” sobre as cidades literárias.

Visite a página de “Meia vida” no site O Livreiro.

Saiba mais sobre o livro “Istambul – Memória e cidade“.

Conheça um pouco da obra “On the road – Pé na estrada“.

Veja detalhes de “30 dias em Sydney: um relato incrivelmente distorcido”.

Mensagens Antigas »

Categorias